Cidades
Saúde faz varredura em bairro onde sagui foi encontrado morto
Mais um sagui com suspeita de ter contraído o vírus da febre amarela foi encontrado morto, na manhã de ontem, 29, no bairro de Ipioca, situado na região litorânea de Maceió. A informação foi confirmada pelo biólogo do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Carlos Fernando Rocha, que ressaltou que fragmentos do animal serão encaminhados para o Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen/AL) e, de lá, conforme determina o protocolo do Ministério da Saúde, serão enviados para o Instituto Evandro Chagas (IEQ), no estado do Pará. A confirmação da morte pela doença deverá acontecer de 60 a 90 dias. Caso seja confirmado o óbito em decorrência do vírus da febre amarela, este é o segundo caso de saguis que contraíram a doença, por meio dos mosquitos transmissores Haemagogus ou Sabethes, no intervalo de seis meses, em Maceió. Na última terça-feira, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que o vírus foi detectado em um primata encontrado morto no último mês de setembro, em uma região de mata, no bairro Gruta de Lourdes, próximo a dois grandes supermercados da localidade. ?Ainda não tenho informações oficiais de como o animal chegou ao CCZ, mas ele está lá, e a partir de amanhã [hoje] tomaremos as medidas cabíveis?, disse Carlos Fernando, que soube do novo registro por telefone no momento em que iniciava o primeiro dia de mapeamento da área onde o primeiro sagui foi encontrado morto, localizada no Condomínio Jardim do Horto. O processo de mapeamento da área atende ao pedido da Sesau, cuja finalidade é identificar os mosquitos transmissores do vírus e bloquear sua ação na região. ?Estamos usando armadilhas com cheiro humano e que foram instaladas para captura desses mosquitos. Mas o que podemos adiantar é que são artrópodes restritamente de matas. Eles não têm a capacidade de entrar nas casas e picar as pessoas?, ressaltou o biólogo, informando que a grande maioria dos casos de febre amarela que está acontecendo no País é de pessoas que adentram na mata ou que moram muito próximas a essas regiões. Para Fernando, serão necessários três dias ? que termina nesta sexta-feira, 31 ? para levantar o material necessário. ?Este trabalho é para saber qual a espécie de mosquito que tem aqui nesse fragmento de mata, para tentar achar o mosquito transmissor, que será capturado e identificada a espécie. Após esse trabalho, que vai ser divulgado na próxima quarta-feira, vamos realizar um controle químico na região?, explicou. A armadilha é feita do tecido poliéster algodão, da cor branca, cuja funcionalidade é identificar o artrópode ao posar no tecido. Assim que ele pousar, é utilizado um instrumento de sucção chamado capturador de castro. Após ser sugado, o animal é guardado em um recipiente apropriado para ser analisado. Conforme explicou o biólogo, a estrutura é colocada em torno de 200 metros de distância do local em que o macaco foi encontrado morto. A princípio, apenas duas armadilhas estão sendo utilizadas, mas nada impede que mais sejam implantadas na região. Mesmo no início dos trabalhos para capturar o mosquito, o biólogo informou que não é motivo para a população entrar em pânico. ?É um caso isolado, que estamos tentando descobrir como o animal adoeceu e o motivo?.