Cidades
Produtos da Semana Santa disparam
Quem pensa em manter a tradição da Páscoa no quesito comida e bebida, além dos tradicionais ovos de chocolate, deve estar preparado para os aumentos nos preços registrados em relação ao ano passado. O camarão, muito consumido no período, lidera a lista com mais de 76% de reajuste. Produtos à base de chocolate também estão mais caros e tiveram aumento entre 11% e 15%. A elevação dos preços foi comprovada por meio do Índice de Preço ao Consumidor (IPC), divulgado ontem pela Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag). ?A Páscoa de 2017 apresentará elevação acima da média em relação ao ano de 2016 nos produtos de pescados. Para o caso do camarão, os preços subiram 76,89% em função da presença de um parasita que reduziu a população nos criadouros, acarretando em um aumento dos custos. Diante disso, a aquisição do produto ficou mais difícil e o consumidor terá de pagar mais caro para adquiri-lo?, afirma em nota técnica a Gerência de Estatística e Indicadores da Seplag. Além do camarão e do salmão, reajustado em 61,30%, o bacalhau, filé de tilápia, dourado e sardinha em lata tiveram alta de 11,77% a 13,55%, conforme o IPC do órgão estadual. Apenas a sardinha fresca, com reajuste de 1,45%, teve aumento abaixo da inflação do último ano. No caso dos chocolates, a variação dos preços, para cima, ficou em 11,86% nas caixas de bombom e 15,88% nos ovos de páscoa. Os vinhos, com base na pesquisa da secretaria de Estado, sofreram aumento menor com relação a 2016, com 4,86% de reajuste. Nas lojas, os valores dos produtos também dependem da marca de fabricação ou do motivo que anunciam. Por exemplo, um ovo com representação de personagens do cinema, com 90g de peso, chega a custar aproximadamente R$ 35, mesmo preço de um similar de marca menos conhecida, mas com 160 gramas de chocolate. Os dados do IPC da Seplag ainda revelam crescimento nos preços de diversos produtos utilizados no preparo de pratos típicos da Semana Santa. Leite de coco (10,36%), palmito (10,60%) e azeitona (12,27%) estão entre os maiores reajustes, liderado pelo alface, com 25,25%. Por outro aspecto, repolho e cebola sofreram deflação, ou seja, tiveram os preços reduzidos no período ? respectivamente -21,30% e -37,87%. Com a redução de camarão de cativeiro no mercado, o produto pescado no mar também teve aumento de mais de 20%, apenas no período de um mês, segundo atesta o comerciante Mário Sérgio Nunes. Ele compra o crustáceo na praia do Pontal do Peba, Litoral Sul do Estado, para revenda ao consumidor.