Cidades
Conselho de Sa�de promove inspe��o no HGE
Representantes do Conselho Estadual de Saúde (CES) promoveram, na tarde de ontem, uma inspeção no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. A fiscalização foi motivada após a entidade receber denúncias anônimas sobre as condições de atendimento na unidade, que foram analisadas pelos técnicos. O presidente do CES, Jesonias da Silva, adiantou que os principais problemas encontrados no HGE são a superlotação e a falta de manutenção de equipamentos. Segundo ele, o Conselho vai preparar um relatório sobre o que foi encontrado durante a inspeção e, no mês de maio, serão discutidas as condições do hospital e soluções, juntamente com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Entre as maiores carências da unidade de saúde, Jesonias da Silva enumera a precariedade do sistema de ar-condicionado, da central de gases medicinais e a falta de medicamento para a realização de endoscopia. Ele frisa que o exame não está sendo realizado no HGE há cerca de um mês, devido à falta de medicação. ?O problema maior do HGE é a manutenção da rede [de saúde]. Há ainda o problema crônico da superlotação, as macas não estão em boas condições, o sistema de ar-condicionado está sem manutenção, há carência de gases medicinais como oxigênio, além de vácuo e frasco de aspiração. O frasco de aspiração fica no vácuo para auxiliar na retirada de secreção. Ele é de vidro e deve ser esterilizado. O perigo é que, por falta de frascos, eles fiquem pouco tempo na esterilização e comprometam a saúde do paciente. Já o exame de endoscopia não está sendo feito há um mês devido à falta de Ethamolim?, diz. Jesonias associa o problema da superlotação da unidade à precariedade no funcionamento de unidades regionais, o que ocasiona na vinda de pacientes do interior e bairros mais distantes ao HGE. ?Os regionais não estão funcionando, a exemplo de hospitais no Sertão, na Zona da Mata, no Baixo São Francisco. E sem o funcionamento dessas unidades, os atendimentos vêm todos para cá. Isso se trata da descentralização do atendimento à saúde. E para resolver esse problema, é exigido planejamento?, enfatiza. Mas, apesar das faltas apontadas, o presidente do CES demonstrou-se aliviado por, segundo ele, não encontrar problemas mais graves na unidade. * Sob supervisão da editoria de Cidades.