Cidades
Alagoas segue abaixo de meta
Dados divulgados pelo Instituto Todos pela Educação com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) revelam que Alagoas continua abaixo da meta fixada pelo governo federal para alunos matriculados em instituições de ensino, apesar do crescimento registrado nos últimos anos. De acordo com o estudo, apresentado ontem, o Estado mantém 92,2% de crianças e jovens em idade escolar em sala de aula, quando a meta deveria ser de 95,8%. Para o Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Alagoas (Sinteal), o quadro se deve à falta de investimentos na área e de criação de escolas mais atrativas ao alunado. Conforme a pesquisa divulgada pelo instituto, com dados referentes ao ano de 2015, a maior diminuição aconteceu na pré-escola, entre alunos na faixa de 4 a 5 anos de idade. Em 2014 haviam 87.950 estudantes dessa faixa matriculados, número reduzido para 75.495 no ano seguinte. Ainda de acordo com o estudo, o Estado contava com 756.947 crianças e jovens com idade entre 7 e 14 anos em sala de aula, há dois anos. Apesar desse percentual de 92,2% ter ficado abaixo do esperado, foi maior que do ano anterior, quando 90,9% das crianças e adolescentes frequentavam as escolas. O maior crescimento foi registrado entre adolescentes de 15 a 17 anos, com aumento de 7%, passando de 156.766 em 2014 para 159.825 no ano seguinte. Outro dado importante apresentado pelo instituto se refere à taxa de abandono de alunos no Ensino Médio, que foi de 13,8% em 2015, a segunda maior do País. Alagoas também ficou abaixo da meta para a conclusão do Ensino Fundamental aos 16 anos de idade, que deveria ser de 82,1%, mas ficou em 53,3%. Para mudar esse quadro e avançar na área, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio de sua assessoria de comunicação, listou vários projetos e medidas atualmente em execução e que, segundo a pasta, visam à melhoria no ensino e à redução da evasão escolar. Entre as ações constam a criação de escolas em tempo integral, maior autonomia das escolas com a descentralização de recursos, enviados diretamente para as instituições realizarem melhorias mais rapidamente, construção de ginásios e projetos como pró-jovem campo, protagonismo juvenil, entre outros.