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GRA�AS � AQUICULTURA, PEIXE CHEGA MAIS BARATO � MESA

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Edson Maruta lembra que, há dez anos, se o alagoano fosse a um mercado público e pedisse tilápia seria motivo de chacota. ?Diriam: - peixe de rio? No interior, a tilápia é conhecida como cará e em algumas regiões como fidalgo. É conhecido como peixe pequeno, de gosto de barro, porque é mal cultivado e não tinha valor comercial nenhum. Na verdade, um peixe mal cultivado no rio ou mal conduzido é que vai deixar esse gosto, com cheiro de lama. E hoje, o peixe mais vendido no mercado da produção é a tilápia?, conta. A produção desse tipo de pescado em Alagoas cresceu e, atualmente, os restaurantes adotaram os pratos com tilápia. ?Hoje, a aquicultura vem crescente no País e em Alagoas também. Temos polos de produção em Coruripe e Junqueiro, por exemplo. Hoje, o alagoano tem acesso a esse peixe, relativamente barato, graças à aquicultura. A pesca mundial está estagnada e a aquicultura cresce?. Segundo a Seagri, no mercado formal de Alagoas, como em supermercados e grandes redes, o pescado que chega é quase todo de fora. ?Em Alagoas, praticamente só temos duas indústrias, uma em Coruripe que processa camarão em cativeiro e outra em Arapiraca que compra peixe da Argentina e faz tipo bacalhau?, lembra Edson Maruta. O engenheiro de pesca conta que não tem como as grandes redes do Estado comprarem o produto da pesca artesanal ou da aquicultura, porque Alagoas não dispõe de unidade processadora. Por outro lado, os mercados públicos e feiras livres absorvem tudo em relação à pesca artesanal. ?De forma geral, a pilombeta vem de Piaçabuçu; o camarão também vem de Piaçabuçu e de Coruripe. Já a cavala, dourada, arabaiana e cioba vêm de fora. O Litoral Sul é, principalmente, o grande polo produtor?.

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