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Com�rcio capricha nas promo��es para faturar com dinheiro na pra�a

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Os saques das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) têm movimentado o comércio em Alagoas, que oferece promoções e condições diferenciadas para tentar ?fisgar? o consumidor. Entre as principais medidas estão o parcelamento facilitado, que em algumas redes chega a 15 vezes, e a redução dos preços de vários produtos, além do desconto à vista, que é a forma de pagamento mais desejada pelos varejistas. E foi justamente dessa forma que o representante comercial Luiz Rocha comprou uma geladeira. Ele revela que, antes de realizar a compra, pagou algumas dívidas e, com o que sobrou, comprou o eletrodoméstico. ?Com dinheiro na mão, dá para conseguir preços muito bons, que foi o caso agora?, comemorou. O consumidor destaca que a prioridade foi quitar as dívidas, e que só comprou a geladeira porque a oportunidade foi boa. DIFERENCIADOS Diogo Ferreira é gerente de uma rede varejista que opera em Alagoas. Ele conta que os produtos da ?linha branca? como a geladeira, por exemplo, tiveram redução no preço para estimular a compra. Além dos produtos da linha branca, os smartphones são os produtos mais procurados pelos consumidores. Por isso, eles tiveram as condições de parcelamento aumentadas. ?Os preços que estamos praticando são preços de épocas comemorativas, isso tudo para atrair o cliente? revela. Segundo o gerente, o movimento está aquecido neste período, fato que ele atribui justamente aos saques das contas inativas do FGTS, no entanto, ele afirma que esperava uma movimentação ainda maior de consumidores, o que não veio a se realizar. ?Nos preparamos e até abrimos em horário especial, mas os consumidores não corresponderam às expectativas?, revela. O presidente da Aliança Comercial, Guido Santos, reforça a fala do gerente, porém, para ele, a opção do consumidor em pagar as dívidas também é boa para o comércio. ?Com os consumidores quitando o que devem, eles voltam a ter crédito na praça, o que pode significar novas compras?, afirma. Santos explica que o movimento de recursos é muito propício e que, de uma forma ou de outra, o comércio será beneficiado. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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