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Munic�pios podem fechar oito farm�cias populares

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Em Alagoas, as oito unidades da Farmácia Popular ? que atualmente são mantidas com recursos federais ? podem fechar as portas. A suspensão acontece em todo o território brasileiro e passa a valer a partir de maio ? prazo que os municípios possuem para decidir se permanecem ou não com o serviço, sendo custeado pelos cofres municipais ou do Estado. De acordo com o Ministério da Saúde, a medida foi tomada em uma reunião com os gestores municipais e estaduais e será para ?ampliar em R$ 100 milhões a oferta nas farmácias básicas, já que 80% do valor do programa era custo administrativo?. Em Maceió, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) avalia a melhor forma de conduzir o fornecimento de medicamentos. ?Mensalmente, o governo federal envia o dinheiro para custear os trâmites administrativos e os medicamentos, alguns são gratuitos, e, em algumas situações, o paciente paga 10%?, disse a farmacêutica e gerente da Farmácia Popular do Brasil localizada no Benedito Bentes, em Maceió, Júlia Tenório. Com a medida adotada pelo governo federal, os usuários do programa vão ter que recorrer às farmácias conveniadas. ?O problema é que nem todos os remédios estão disponíveis nessas farmácias. As conveniadas oferecem 25 medicamentos de graça ou com preços baixos. Nas farmácias que serão fechadas ? as do governo federal ?, são oferecidos 125 remédios?, afirmou Júlia Tenório. Na capital alagoana, por semana, mais de 300 pessoas são atendidas. E os principais medicamentos, que registram o maior número de saída do estoque, são para hipertensão e diabetes. Esses medicamentos, inclusive, podem ser encontrados nas farmácias convencionais (R$ 15 ou mais) com preços maiores do que na popular (entre R$ 5 e R$ 10). Em Arapiraca e Palmeira dos Índios, os gestores avaliam formas de manter o programa. Em entrevista à Gazeta de Alagoas, o prefeito Julio Cezar (PSB), de Palmeira dos Índios, informou que está ciente da situação.

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