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DESCOBERTA PRECOCE SALVA VIDAS

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A oncologia é a especialidade médica que possui a maior carga de investimento na área médica no mundo, de acordo com Raphael Torquato. E tem uma explicação lógica para isso: nos próximos dez anos, o câncer é a doença que mais vai matar pessoas, segundo ele. ?Qual o maior fator de risco? É a idade. A gente esquece que está vivendo muito. Isso é bom, mas temos de criar uma consciência global de que a prevenção oncológica salva?, diz. Raphael declara que é preciso iniciar uma prevenção padrão e, dessa forma, garantir um diagnóstico ou cura numa fase precoce de 70% a 75% do câncer. ?Isso, se a gente colocar dentro da mortalidade global de câncer, são 25% das vidas. Então, a cada quatro mortes, a gente salvaria uma. Isso com a tecnologia que a gente tem hoje. E, se for melhorando, daqui a cinco ou dez anos a gente salve de cada quatro, dois pacientes. Isso é muita coisa?. ?A gente ainda tem poucos oncologistas no Brasil. É preciso fazer a prevenção. E essa cultura, lógico, vai demorar um certo tempo para que a população adquira esse hábito?, acrescenta o especialista. A gente já pode dizer, hoje, que o câncer não é mais uma sentença de morte? O médico oncologista se diz um otimista, mas realista, com pé no chão. E que, se formos observar, a expectativa de vida aumentou. ?A gente já diminuiu a mortalidade da maior parte dos cânceres, a ponto de diminuir a incidência com prevenção. Se verificarmos, a maior queda de incidência de câncer pulmonar foi no Brasil. A queda da incidência de tabagismo foi abrupta. Daqui a vinte anos a incidência de câncer de pulmão vai despencar?. Na avaliação do especialista, o governo federal deveria encaminhar planejamento para prevenção oncológica de forma global. Uma campanha de sucesso é a da prevenção do HPV, que está ajudando a reduzir a incidência do câncer de colo uterino. ?O que peca ainda é uma integração global preventiva no SUS?. Os tipos ainda com maior incidência são de mama, próstata, pulmão e intestino.

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