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�guas subterr�neas de Macei� s�o tema de debate

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BLEINE OLIVEIRA No próximo sábado, 22, comemora-se, em todo o mundo, o Dia Internacional da Água Doce, com debates e manifestações em defesa de um dos mais caros recursos naturais da humanidade. A água, alertam os especialistas, é um bem que está se esgotando e pode se transformar na causa de um grande conflito mundial. Esse risco tem se tornado eminente em Maceió, onde as reservas subterrâneas, os chamados aqüíferos, já estão sendo usadas intensamente quando deveriam ser tratadas como reserva estratégica. As águas subterrâneas estão sendo usadas de forma clandestina e desordenada, com a abertura de poços artesianos, pela redução das águas de superfície. Rios e nascentes da capital alagoana estão sendo destruídos pela poluição e o desperdício. Diante da gravidade da situação, a Secretaria Executiva de Meio Ambiente e Recursos Hídricos inicia, hoje, a I Semana da Água, para debater a criação de uma política de recursos hídricos e a questão das águas subterrâneas em Maceió. A abertura do evento, que será realizado em três municípios-pólo de região, será amanhã, em Delmiro Gouveia; dia 19, em Olho D?Água das Flores; e dia 20, em Palmeira dos Índios. A partir desses debates, é provável que surja um órgão de mobilização para fazer cumprir a política de recursos hídricos definida para o Estado. Uma das prioridades da Secretaria Executiva de Meio Ambiente e Recursos Hídricos é a democratização do acesso aos recursos hídricos, ou seja, garantir que toda população tenha direito ao uso da água. Um dos caminhos, aponta o diretor de Recursos Hídricos da secretaria, José Luiz Malta Argolo, é a criação dos comitês de bacias em todas as regiões do Estado. O primeiro comitê, o da Bacia Geográfica do Rio Coruripe, já está em atividade. Do total de 16 comitês previstos, devem estar sendo criados os das bacias dos rios Piauí, Jacarecica, Catolé e Aviação, Mundaú e São Francisco. Água em Maceió Sobre a realidade da água em Maceió, o diretor admite que é urgente uma ação mais efetiva para impedir o desabastecimento no futuro próximo. Entidades populares, como a Federação das Associações Comunitárias (Facom), ambientalistas, professores da Universidade Federal de Alagoas e representantes do Ministério Público Estadual admitem que, no quadro atual, em dois anos Maceió pode sofrer um colapso e ficar totalmente desabastecida. ?Vamos fazer o mapeamento de todos os poços já abertos em Maceió e, a partir disso, elaborar um diagnóstico sobre a utilização das águas subterrâneas?- anuncia Luiz Malta Argolo. Com base nesse diagnóstico, adianta ele, poderá ser proibida a abertura de novos poços na capital. Outro grave risco, admite Argolo, é o processo de salinização dos aqüíferos, problema que já está ocorrendo na parte baixa da cidade, nos bairros próximos ao mar.

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