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Viol�ncia no campo tamb�m est� na pauta

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De acordo com Débora Nunes, a reforma agrária é uma necessidade, e não é uma luta apenas dos sem-terra, mas também da sociedade. ?O suporte às pessoas do campo garante trabalho, desincha as cidades e possibilita oportunidades para quem vive no campo e queira permanecer lá. As usinas tiraram o homem do campo e são incentivadas a exportar. O trabalhador do campo planta e vende alimentos, algo que leva benefício para toda uma sociedade. Acreditamos que a reforma da Previdência também agirá negativamente na vida dos trabalhadores do campo?, desabafa Débora. Carlos Lima ainda informou que espera ter o pedido de audiência com o governador atendido em dois dias. Débora Nunes explicou que o grupo se manterá mobilizado até a próxima sexta-feira, e a duração do movimento depende do andamento dos pedidos de audiência. CAMINHADA Os camponeses marcharam em caminhada até o palácio do governo, por volta das 14h, e, no início da noite, realizaram uma vigília de uma hora para relembrar os assassinatos no Pará e em todo o País. De acordo com os dados do relatório Conflitos no Campo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o ano de 2016 foi um dos mais violentos para o trabalhador do campo. Foram registrados 61 assassinatos a camponeses, 11 mortos a mais que os dados disponibilizados no ano anterior. O registro é apontado como o maior número de assassinato dos últimos 13 anos e abre um alerta de socorro aos camponeses de todo o País. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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