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Sem-terra cobram �rea de usina

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A ação dos movimentos da sociedade que lutam pela terra em Alagoas é para assegurar que os 11 mil hectares de terras da usina Laginha, fechada há cerca de três anos, sejam disponibilizados para reforma agrária. Nesse sentido, representantes dos vários movimentos de sem-terra cobraram do governador Renan Filho, ontem, em audiência no Palácio República dos Palmares, no Centro, um compromisso de apoio à causa dos agricultores sem terra. O governador reagiu bem ao pleito, garantindo que vai acelerar o processo de aquisição das áreas das usinas do Grupo João Lyra, o que inclui a Laginha, para a reforma agrária no Estado. ?A reunião foi boa. Saímos de lá com o governador assumindo o compromisso de nos apoiar, negociando terras por débitos tributários das usinas?, revelou Carlos Lima, coordenador estadual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização ligada à Igreja Católica que acompanha cerca de 1.600 famílias de trabalhadores sem terra no Estado. Uma comissão dos trabalhadores também se reuniu com o vice-presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas para tratar do mesmo assunto. O desembargador Celyrio Adamastor informou que a corte deverá entrar em contato com os juízes encarregados de analisar o processo da Laginha para que o caso seja solucionado o mais rápido possível. As terras de duas usinas do Grupo JL estão em negociação. Com terras nos municípios de União dos Palmares e Branquinha, a Laginha é a mais cobiçada tanto pelos movimentos sociais quanto por terceiros. ?Há muita gente interessada naquelas terras. Daí a preocupação dos movimentos e do próprio governador. Ele nos disse que tem projeto para realizar ali um grande projeto de reforma agrária?, disse Lima, sobre o que foi discutido na audiência.

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