Cidades
COMUNIDADE CONTESTA FIM DE PROGRAMA
Um total de 622 estudantes de Alagoas teve a oportunidade de participar do Ciências Sem Fronteiras, um programa federal que, desde 2011, enviava alunos da graduação para um período de estudos em universidades estrangeiras. Este ano, a ação sofreu cortes e passou a atender apenas estudantes da pós-graduação. De acordo com dados oficiais, entre os estudantes alagoanos beneficiados, 538 eram da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Os demais, pertenciam a instituições públicas e privadas como a Uncisal (31), Centro Universitário Cesmac (24), Ifal (12), Unit (5) e mais três, com 5, 6 e 1 aprovados. Da Ufal, os cinco primeiros cursos no ranking de bolsas conquistadas são das áreas de engenharia e tecnologias, com 199; seguidos da área de biologia, ciências biomédicas e da saúde, 131; 70 bolsas na área de indústria criativa e inovação; 54 de ciências exatas e da terra; e as demais tiveram pontuações semelhantes, que representam de 24 a 11 bolsas e são das áreas de computação. De acordo com o professor de História e assessor de intercâmbio internacional da Assessoria de Intercâmbio (ASI) da Ufal, Aruã Silva de Lima, a Universidade pouco se envolveu com a seleção dos estudantes porque ?a estrutura do programa era em Brasília?. ?A instituição local não tinha autonomia para definir para onde o aluno iria ou quem iria. As universidades não decidiam muitas coisas. Só em questão de acompanhamento. Não tinha entrevista local, o aluno fazia a inscrição on-line, onde eram levados em consideração a nota do Enem, a proficiência da língua, os programas de iniciação cientifica, entre outros critérios. Em seguida, concorria com outros estudantes de diversas regiões do País e, por último, aguardava uma chamada pública?, salientou Aruã.