Cidades
ESTADO DEIXA DE FORMAR CIENTISTAS DE PONTA
Magdiel Acaz, 23, estudante de Engenharia Civil conta que, no começo, a expectativa era gigante. Mas, ao chegar no País, a dificuldade da língua prejudicou um pouco a experiência. ?O que mais dificultou, durante o período que passei fora do País, foi a questão da língua porque eram duas, o espanhol e o catalão. Isso acabou dificultando a comunicação e a questão da adaptação. Mas, com a passagem do tempo, pude desenvolver melhor a vida acadêmica. Porém, a questão da língua foi a principal dificuldade para conseguir estágio e emprego. Não consegui nada. A bolsa, à época, era um pouco mais de oitocentos euros e o aluguel era nessa faixa. Então dividíamos o apartamento ou a casa com mais três estudantes?, disse. Além da língua, o estudante sentiu a necessidade de ser orientado ?de perto? pelos professores. ?Todos os meses, os bolsistas preenchiam um formulário de avaliação da graduação. Nós apresentávamos nossas experiências. Era um fator importante para mostrar que o curso estava contribuindo para o desempenho acadêmico?, pontuou Magdiel. Mas, não foram só percalços durante a trajetória de Magdiel na Espanha. Mesmo sem ter conseguido estágio ou trabalho, o estudante de engenharia voltou para o Brasil animado e espera concluir o curso e ingressar no mercado de trabalho. ?Não produzi projetos fora, mas voltei com a perspectiva de me formar e fazer uma carreira no Brasil, seja acadêmica ou atuando na engenharia?. Para Aruã Silva de Lima é lamentável que o programa termine. ?Claro que a gente entende a crise que o País está passando. Mas, como política de estado é lamentável porque a gente perde a chance de oferecer oportunidade a uma geração. A gente precisa formar um cientista de ponta, isso cabe ao estado. E, infelizmente, a iniciação privada não faz cientista. Faz, apenas, ciência básica?, opinou.