Cidades
Presos iniciam ano letivo com literatura de cordel
Com o tema ?Cordelizando a Educação no Sistema Prisional?, quarenta reeducandos do Presídio Feminino de Santa Luzia e do Núcleo de Ressocialização da Capital participaram, ontem, da abertura das atividades do ano letivo de 2017. A solenidade, promovida no Sistema Prisional, em Maceió, teve apresentação do cordelista Jorge Calheiros. A encenação marcou as boas-vindas aos 503 reeducandos que terão aulas nos segmentos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino superior pela modalidade a distância, pela Universidade Norte do Paraná (Unopar), além dos cursos profissionalizantes. ?É uma vitória fazermos com que o aluno conclua a educação formal dentro do Sistema Prisional. Ofertar e estimular a leitura, além do conhecimento da sua própria cultura, é uma forma de tornar os estudos mais atraentes. Assim, notamos a preocupação do reeducando com a educação, a vontade que eles têm de aprender cada vez mais e proporcionar um futuro melhor para suas famílias?, disse a supervisora de Educação da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), professora Genizete Tavares. Ela explica que os alunos terão aulas nos períodos da manhã e da tarde e a expectativa é de que o ano letivo seja melhor do que o ano anterior, apesar do desafio do calendário. ?O ano letivo começou tarde por uma série de problemas enfrentados no ano passado. Tivemos greves dos agentes penitenciários que pararam o ensino. Tem falta de água e paramos o ensino também. E só podemos passar para o ano seguinte quando concluímos o calendário?, disse a supervisora. Segundo ela, a tendência é que os estudantes voltem a procurar mais aulas e cursos profissionalizantes neste ano. ?O ano passado foi de quedas. O Pronatec [Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego] não ofereceu quase nada, outros cursos profissionalizantes também não. Somente a EJA conseguimos concluir?, relembrou.