Cidades
Macei� come�a o dia sem �nibus
Na capital, a frota de 650 ônibus de transporte coletivo somente deve voltar a circular após o meio-dia, segundo assegurou Sandro Régis, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (Sinttro). A categoria também promete manifestação na porta da empresa Cidade de Maceió. Para tentar ordenar a circulação de veículos na cidade, a assessoria técnica da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) emitiu comunicado, afirmando que os agentes irão monitorar o trânsito durante todo o dia na área central de Maceió, em virtude da paralisação. O órgão comunicou que vai posicionar equipes de forma preventiva, caso haja bloqueios de ruas, como forma de criar alternativas para os condutores. Mesmo reconhecendo a possibilidade de milhares de pessoas protestarem pela área central de Maceió, a Aliança Comercial informou que as lojas irão funcionar normalmente das 8h às 18h. ?Quando é para fazer benfeitoria, ninguém aparece, agora para protestar, todo mundo corre para o Centro?, criticou o presidente da Aliança Comercial, Guido Santos Júnior. Ele disse esperar o aumento no efetivo de policiais pelo Centro, para garantir a segurança de comerciantes e consumidores. ?Diariamente, a Polícia Militar disponibiliza 16 policiais para o período da manhã e outros 12 à tarde?, explicou. O Comando de Policiamento da Capital (CPC) informou que mais de 200 policiais militares irão reforçar a segurança durante as manifestações de hoje, em Maceió, e que preparou um plano operacional para que a greve geral aconteça de modo pacífico. O comandante do CPC, tenente-coronel Neyvaldo Amorim, informou que os militares ficarão distribuídos nas imediações da Praça Centenário, local onde acontece a concentração da manifestação, e nas principais ruas e avenidas da capital alagoana. ?Nosso objetivo é garantir o direito da livre manifestação e a segurança de todos os envolvidos no processo?, disse o oficial. O ?grande ato? dos sindicatos e movimentos sociais está programado para iniciar às 15, na Praça Centenário. Após passeata pelo Centro, o encerramento está marcado para acontecer na Praça dos Martírios. Proibidos pelo Supremo Tribunal Federal de realizar greve, mas envolvidos com a manifestação, os policiais civis também promovem paralisação de 24 horas e, além de lutarem contra as reformas trabalhista e previdenciária, vão aproveitar o movimento para se opor à decisão do governo do Estado, que fechou as delegacias dos 3º (Ponta Grossa), 6º (Cruz das Almas) e 22º (Pontal da Barra) distritos policiais.