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ALAGOANO � FUNDADOR DE GRUPO FLORESTAL

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O movimento de escotismo está relacionado a grupos com atividades baseadas na terra, na água e no ar, mas um alagoano apaixonado pelo movimento decidiu criar um novo grupo, independente, que aos poucos vem se espalhando pelo Brasil: a Organização dos Escoteiros Florestais do Brasil (OEFB), fundada pelo tenente-coronel Luís Fidelis Torres, em 19 de novembro de 1996, no bairro da Jacintinho, em Maceió. Atualmente, eles também contam com grupos no bairro do Prado, na capital, e na cidade de Traipu, no interior do Estado. A organização e as boas práticas já fizeram com que a OEFB chegasse aos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. De acordo com manual do grupo, o ?Escotismo Florestal é uma filosofia de vida, que promove a cidadania, a liberdade, a igualdade, a cultura da paz e a prática do bem, onde cada um procura seu desenvolvimento pessoal através de atividades em equipes, aventuras junto à natureza e defesa do meio ambiente?. E o fundador, Luís Fidelis, acredita que o movimento é um potente meio de inclusão e socialização de jovens expostos à criminalidade, inclusive ele mesmo produziu um trabalho científico, para comprovar a importância dos benefícios do escotismo florestal para a sociedade. Fidelis destaca, como ponto de partida, que para ser um escoteiro florestal é preciso estar na escola, aceitar o lema e ?fazer acontecer?. E o próprio juramento já dita o caminho a seguir: ?Prometo pela minha honra cumprir minhas obrigações para com Deus e minha pátria, defender o meio ambiente, tratar as outras pessoas como quero ser tratado e obedecer a lei do escoteiro florestal?. Além destes aspectos, ainda é preciso demonstrar conhecimento sobre escotismo, patrulha, saber conceitos básicos de meio ambiente, fauna e flora, demonstrar que sabe fazer alguns tipos de nós. ?Mas as crianças e jovens podem aprender dentro do próprio movimento, antes de se tornarem um escoteiro?, ressalta Fidelis. ?No Escotismo florestal muita atenção é dada à educação, ao comportamento de uma maneira em geral e, principalmente, ao respeito. Daí, a importância de todos os praticantes fazerem a saudação uns aos outros, quando se encontram pela primeira vez no dia?, acrescenta o fundador. Outro aspecto é a divisão dos grupos por idade: ?escoteirinho?, dos 5 aos 6 anos de idade; ?florestinha?, 7 a 10 anos; escoteiro florestal juvenil, 11 a 14; seniores, 15 a 17; e pioneiros, 18 aos 20 anos. Acima dos 21 anos, os praticantes podem se tornar chefes e mestres. E o momento mais marcante para os praticantes, certamente, é participar dos acampamentos, praticar todos os ensinamentos que levam as crianças para o caminho da própria autonomia. E o próximo encontro dos escoteiros florestais já tem data marcada para acontecer: o dia 20 de maio, quando os grupos de Alagoas se encontrarão em Cajueiro.

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