Cidades
JOGO ELEVA PROCURA POR CANAIS DE AJUDA
Outro caso sobre o desafio da ?Baleia Azul? foi relatado durante plenária na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), na última terça-feira, 25, pelo deputado Pastor João Luiz (PSC), que surpreendeu a todos ao contar que uma sobrinha, que morava em Santa Catarina, teria praticado suicídio sob influência do jogo. ?É um assunto preocupante e que pensamos que jamais vai chegar às nossas famílias?, disse João Luiz. ?Era uma menina estudiosa, cursava jornalismo. No sábado de madrugada foi à praia, mergulhou, voltou para casa e se matou usando a coleira do cachorro... Caroline foi mais uma vítima do famigerado Baleia Azul?, disse o parlamentar. O desafio da Baleia Azul (Blue Whale Challenge) e a série 13 Reasons Why (Os 13 porquês), série que aborda bullying e suicídio em uma escola americana, colocou a saúde mental como assunto principal dentro de centenas de milhares de lares e instituições ao redor do mundo. De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), o número de pessoas que cometeram suicídio não aumentou, ele se mantém constante. Porém, o número de e-mails com pedidos de ajuda subiu para 445%. Houve ainda uma alta de 170% na média diária de visitantes únicos no site. Segundo o centro, a maioria das pessoas que está buscando atendimento nos canais do CVV nos últimos dias é jovem e se identifica com a dor da personagem principal. Além do CVV (141), existem outros serviços gratuitos de apoio e orientação psicológica voltado a crianças e adolescentes que estejam vivenciando situações de risco e perigo on-line, como o helpline www.canaldeajuda.org.br. Em Alagoas, o Núcleo de Amor à Vida (NAV) passou a reforçar a campanha de combate ao suicídio, com o slogan ?Se algo lhe entristece, lhe atormenta, lhe angustia; se sentimentos negativos parecem dominar o seu dia, disque (82) 3221-9400/ (82) 99983-1207 - 98752-8554 e converse com um plantonista?. Devido à polêmica do jogo macabro e da série, muitas instituições de ensino passaram a criar ciclos de palestras voltadas para os pais e estudantes, com psicólogas. Em uma breve pesquisa, a Gazeta de Alagoas detectou que oito das dez escolas consultadas começaram a reforçar o acompanhamento psicológico. Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que está orientando as escolas a realizarem reuniões com os pais ou responsáveis, em caráter de urgência, com vistas a uma reflexão e adequada orientação sobre o tema. Recomendando que, para isso, seja convidado profissional abalizado da Psicologia e/ou representante do Conselho Tutelar.