Cidades
Dia � de trabalho para muitos profissionais
O Dia do Trabalho é mais um dia de labuta para muitos alagoanos. Para Elaine Cristina, não é diferente. Pegou cedo no posto de combustível, às 6 horas, e somente sairia de lá às 18 horas. Deixou os três filhos ? de dois, cinco e nove anos ? em casa e foi honrar o salário como frentista. Não era bem o que sonhou para a vida, mas tinha que trabalhar. Elaine é frentista há três anos e tem 26 anos. Na verdade, queria ter seu próprio negócio, um salão de beleza. Chegou a fazer cursos, mas não conseguiu levar o empreendimento para frente, pois tinha que ganhar dinheiro logo. ?Trabalho 12 horas e tenho folga, se cai no feriado, não tem como escapar. Estou feliz por ter emprego, mas os nossos direitos não são respeitados. O trabalhador não é valorizado?, disse. Marcelo Lino trabalha há 12 anos como taxista, sempre esperando passageiros no Trapiche da Barra, em Maceió. Enquanto eles não aparecem, vai jogando baralho com mototaxistas e outros colegas de atividade. Lembra que raramente tem folga nos feriados, mas comemorou por ter estado em casa, com a família, na última Sexta-Feira da Paixão. ?Tenho muito orgulho de ser trabalhador. Meu pai era taxista e hoje também sou. Gosto do que faço. Ultimamente estou revoltado com essas mudanças que estão acontecendo, porque só prejudicam o pobre?, afirma, referindo-se às reformas da Previdência e trabalhista. Outro que não deve escapar dos feriados é Erivaldo Alves de Araújo. Encarou seu primeiro Dia do Trabalho guiando uma ambulância de Flexeiras para Maceió e aguardava, ontem, os pacientes que levou para o Hospital Geral do Estado (HGE), maior unidade de referência em casos de urgência e emergência de Alagoas.