Cidades
Feira do Consumidor atrai estudantes do Cepa
FÁTIMA ALMEIDA Avaliar as contas de água e energia; fazer a leitura do hidrômetro; questionar a utilização de equipamentos inadequados na manipulação de alimentos; prevenir acidentes domésticos; fazer valer seus direitos de consumidor... São tarefas que nem todo adulto sabe fazer ou cobrar. Mas com certeza os pais de crianças e adolescentes que estudam nas escolas do Cepa, em Maceió, foram surpreendidos ontem com a quantidade de informações que os filhos trouxeram do colégio. Eles passaram pela Feira do Consumidor, promovida pelo Procon, em parceria com a Casal, Ceal, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e secretarias da Fazenda e da Educação do Estado. Segundo a diretora do Procon, Wedna Miranda, o objetivo imediato do evento foi comemorar o Dia do Consumidor (15 de março), mas com uma meta muito mais abrangente: o de criar uma consciência do comsumidor para seus direitos e deveres. Nesse caso, as crianças e adolescentes que passaram, ontem, pela feira, funcionarão como agentes multiplicadores em suas famílias. Foram cerca de 300 a cada hora. Nos cálculos finais de Wedna Miranda, cerca de 2 mil alunos tiveram acesso às informações. ?Nós sabemos que eles chegam em casa, comentam e mostram o que aprenderam?, diz ela. E para que as lições fossem mais eficientes, eles passaram por vários estandes, onde representantes dos órgãos fizeram palestras, apresentaram vídeos e fizeram demonstrações. Uma das mais atrativas foi feita pelo Corpo de Bombeiros: uma aula prática de como evitar acidentes com botijões de gás e até apagar chamas. O ?Museu dos horrores?, apresentado pela Vigilância Sanitária também foi bastante comentado. Os estudantes conheceram instrumentos que jamais pensaram serem utilizados em padarias, açougues e outros setores que lidam com os alimentos que vão à mesa do consumidor, como tábuas com pregos enferrujados utilizados para perfurar bolachas e amaciar a massa do pão, serras enferrujadas para o corte de carnes entre outros. No estande da Secretaria da Fazenda eles tiveram aulas sobre tributos, como são cobrados e para que servem, e foram alertados para a importância da cobrança da nota fiscal, inclusive para preservar o direito do consumidor, em caso de troca ou garantia da mercadoria. ?É um processo contínuo de educação fiscal, onde procuramos envolver estudantes e professores, como cidadãos multiplicadores de informações?, diz Francisco Gerbase, do Programa de Educação Fiscal da Sefaz. A idéia do Procon é estender a atividade para outras escolas, inclusive as da rede pública municipal e as particulares.