Cidades
Paralisa��o de obra na Avenida gera protestos
Paralisadas há semanas, as obras de construção de calçadões e ciclovia no trecho fronteiriço entre as avenidas da Paz e Assis Chateaubriand estão gerando reclamações das pessoas que realizam caminhadas diariamente no local. Diante de tantos obstáculos, em especial material de construção e restos de calçamentos quebrados, elas se queixam que, para contorná-los, têm de se arriscar na pista de veículos. A prefeitura também não instalou no local nenhuma placa informativa do tempo de duração das obras nem tampouco se a paralisação é temporária. No primeiro semestre do ano passado, obras análogas expulsaram os feirantes de veículos usados de área próxima à que agora está em obras, sem que fosse oferecida nenhuma alternativa para eles. Desde então, estão instalados nas proximidades da foz do Riacho Salgadinho. O secretário municipal de Infra-estrutura, Jorge Brizeno, garantiu que as obras ? que vão até o Emissário Submarino da Casal ?, serão concluídas em 90 dias. Ele pediu paciência às pessoas que costumam fazer caminhadas na área e reclamam da demora para a conclusão da obra. ?Decidimos fazer essa obra para atender justamente a uma reivindicação dos moradores, que reclamavam do abandono da orla da região sul da cidade?, observou Brizeno. Além da recuperação dos calçadões, está sendo construída uma nova ciclovia e muros de contenção contra a erosão. Brizeno adiantou que o governo do Estado, por meio da Secretaria Executiva de Infra-estrutura, deve iniciar, na próxima semana, a pavimentação do trecho da pista entre as Lojas Americanas até as proximidades da sede da TIM. Por causa da construção de um canteiro no centro da pista da Avenida da Paz, as calçadas tiveram que ser recuadas para o alargamento da rua. Segundo Brizeno, o atraso na pavimentação do trecho danificado ocorreu por causa de problemas técnicos na refinaria da Petrobras, que fornece o betume para o asfalto da pista. Enquanto a obra não é concluída, as pessoas que costumam fazer caminhadas na área têm de fazer isso fora das calçadas, mesmo correndo o risco de serem atropeladas por algum veículo. Os motoristas também reclamam da demora do andamento da obra, que provoca congestionamentos na hora de maior fluxo de veículos. (MFA)