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Larvicida pode ter rela��o com zika

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Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) estudam o impacto de larvicidas utilizados contra o mosquito Aedes aegypti sobre organismos aquáticos e, por consequência, à saúde humana. E, também, se a contaminação estaria relacionada ao aumento de casos de microcefalia. Um dos coordenadores da pesquisa, Emerson Soares, explica que se desconfiou, desde os primeiros casos da doença, que os larvicidas poderiam causar deformidades ou bioacumular nos organismos e chegar ao homem via alimentação. Ele conta que, com o aumento de casos da doença, foi intensificado o uso de larvicidas, principalmente o piriproxifeno, em ações do Ministério da Saúde (MS), normalmente colocados em cisternas para consumo humano e ambientes dotados de água parada, visando ao controle e ao combate às larvas. Segundo ele, o larvicida pode chegar aos ambientes com água represada, que é o utilizado para cultivos intensivos de peixes, chegando aos seres humanos que consumirem a carne desses animais. Os estudos realizados com tilápias, espécie muito consumida no Brasil, apontam que é real a probabilidade do piriproxifeno causar danos a órgãos e tecidos. Também foi possível constatar que as doses usadas no combate às larvas do mosquito estão mais altas do recomendado para os peixes, provocando sua mortandade.

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