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Classes m�dia e baixa ser�o mais afetadas com a guerra

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O economista Agnaldo Gomes, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), afirmou, ontem, que os efeitos de uma guerra entre os Estados Unidos e o Iraque seriam os piores possíveis para os consumidores. ?A população das classes média e baixa seria a mais afetada, porque uma guerra se refletiria em alta de preços?, observou o economista. Para Agnaldo, todos os setores da economia vão ser afetados se a guerra for realmente deflagrada, inclusive os que vivem da exportação, como da cana-de-açúcar. ?Com uma guerra, toda a economia mundial seria afetada, o que atingiria também o setor de exportação?. O economista acredita ainda que o governo brasileiro não terá condições de manter o controle de preços numa situação de guerra, uma vez que não tem uma folga fiscal e trabalha com um orçamento muito apertado este ano. Mesmo em setores onde o País já está próximo de conseguir a auto-suficiência, como no caso da produção de petróleo, Agnaldo adverte que será muito difícil o governo manter o controle de preços dos combustíveis. ?O Brasil deve se tornar auto-suficiente na produção de petróleo, pois sua produção, hoje, é de 2 milhões de barris por dia e a previsão é de um crescimento de 12% este ano. Mesmo assim, não haverá condições de sustentar o preço dos combustíveis no caso de uma guerra?. O economista aconselha nessa fase de turbulência que os consumidores tenham cautela, evitando gastos desnecessários e tendo um controle ainda maior no apertado orçamento doméstico. Ele acredita ainda que, neste momento, não há necessidade de estoque de alimentos por causa do temor de desabastecimento, em virtude de uma guerra. Agnaldo avalia ainda que quanto maior for a duração do conflito, maiores serão as conseqüências na economia. (MFA)

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