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CASOS DE HIPERTENS�O SE AVOLUMAM

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Além de a hepatite, o que mais atormenta muitas famílias de Maceió que consomem a água fornecida pela Casal é a hipertensão arterial. Nos dados da pesquisa que está sendo concluída pelo curso de Engenharia Ambiental da Ufal, fica comprovado a presença de cloretos fora dos padrões de potabilidade estabelecido pelo Ministério da Saúde. Em Pescaria, por exemplo, de acordo com a pesquisa, a concentração da substância presente na água é de 1000 microgramas para cada um litro de água. Com isso, fica comprovado que a presença de cloretos supera em mais de três vezes o limite máximo estabelecido na portaria do MS, que é de 250 mg/l. Além de tornar o consumo desagradável, por conta do sabor salgado que a água apresenta, o excesso de cloretos pode causar hipertensão arterial. ?A salinidade na água pode causar hipertensão em qualquer faixa etária: adultos crianças e idosos?, afirmou a cardiologista Eveline Tenório. Ela ressalta, também, que a doença não pode apenas aparecer, mas também agravar-se. ?Se você é diabético e, mesmo tomando remédio, continua comendo doce, a probabilidade de ter o quadro clínico agravado é muito grande. A mesma coisa acontece com o sal presente na comida e, no caso específico, na água?, disse Eveline. A hipertensão arterial, caso não tratada, pode levar a muitas doenças graves, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) do tipo hemorrágico, insuficiência renal, além de complicações no coração. Considerada uma grande vilã, já que em muitos casos os sintomas não se manifestam, a pressão alta não tem cura. No bairro de Pescaria, os casos de hipertensão têm se avolumado, como constata a equipe da Unidade de Saúde da Família (USF). A maior parte das consultas e acompanhamentos clínicos é de pacientes da localidade que apresentam, entre outros sintomas, pressão alta e elevação da taxa de glicemia. Para piorar, na última terça-feira, dia em que a reportagem esteve na localidade, estava faltando losartana, medicamento para controle da hipertensão, na farmácia do posto.

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