Cidades
AMOSTRAS FORAM COLHIDAS EM 5 BAIRROS
A Ufal iniciou em agosto do ano passado a pesquisa ?Monitoramento da qualidade da água destinada ao consumo humano em Maceió?. Dois professores doutores e dois alunos do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária escolheram cinco bairros (Ponta Verde, Jacarecica, Barro Duro, Riacho Doce e Pescaria) que são abastecidos por diferentes Sistemas de Abastecimento de Água (SAAs) para a coleta de amostras tomando como base a turbidez, cor, pH, cloro residual livre, coliformes fecais e a presença da bactéria E. coli, que tem um nível tolerável de acordo com a regra. Se extrapolar, indicaria contaminação por esgoto. O material é coletado em torneiras de cinco escolas públicas nestas localidades. As unidades de ensino foram a opção mais simples, até pelo acesso mais fácil da equipe. Esta é a primeira pesquisa da Ufal, do conhecimento da equipe de pesquisadores, que faz uma interação com o social depois de coletas de amostras para monitorar a qualidade da água distribuída aos maceioenses. O estudo de caso é coordenado pela professora doutora Selêude Wanderley da Nóbrega e tem a colaboração do também doutor Christiano Cantarelli Rodrigues. O levantamento deve acabar em julho, embora a coordenação adiante que pretende sequenciá-lo por acreditar na relevância e inegável utilidade pública dele. Os resultados preliminares indicam que, pelo menos, um dos indicadores verificados apresenta desconformidade com os parâmetros de potabilidade preconizados na portaria MS Nº 2914, de 12 de dezembro de 2011. De acordo com a coordenadora, esse percentual de não conformidade é mais preocupante quando se verifica que a grande maioria das amostras de água, especialmente naquelas oriundas de SAAs que se utilizam de mananciais subterrâneos, não recebe qualquer tipo de tratamento. Nesses casos, foi constatada total ausência de cloro residual livre e, consequentemente, uma presença constante de coliformes totais e E. coli, o que, em tese, torna a saúde da população abastecida por estes sistemas bastante vulnerável. ?Avaliando-se os resultados obtidos até o momento, podemos constatar que, de um modo geral, os parâmetros analisados são os maiores responsáveis pelo não atendimento dessas amostras de água aos padrões de potabilidade. Percebemos, claramente, um total descumprimento da legislação, visto que foi verificado que, em cem por cento das amostras analisadas nos bairros, cujo manancial utilizado é subterrâneo, a concentração de cloro residual livre foi nula, ferindo a legislação em vigor, que afirma ser obrigatória a manutenção de, no mínimo, 0,2 miligramas por litro de cloro residual livre em toda a extensão do sistema de distribuição?, destaca.