Cidades
O MERCADO TEM FUTURO, SIM
Mesmo concorrendo com pequenos mercadistas, os feirantes do Mercado da Produção e da Ceasa se dizem otimistas e investem em promoções para atrair o público que ainda prefere as feiras livres. E, quando o assunto é feira, os permissionários e os consumidores são unânimes: faltam segurança e estrutura. A Gazeta de Alagoas percorreu as duas maiores feiras livres de Maceió e constatou diversas falhas. A primeira parada foi no tradicional Mercado da Produção, localizado na região do Parque Rio Branco, no bairro da Levada. Lá, os feirantes não reclamam da livre concorrência e deixam claro a insatisfação com as condições estruturais e com a falta de segurança no prédio cedido para a comercialização dos hortifrutigranjeiros ? alimentos que não passam por nenhum processo na indústria de alimentos que modifica o sabor ou valor nutricional. Nesta categoria, encontram-se as frutas, hortaliças, alimentos produzidos por apicultores, ovos, e outros. Os comerciantes contam que a rotina é intensa, com a grande circulação de consumidores nas instalações do mercado, como relata Marivaldo Holanda, que está há 28 anos na localidade e trabalha com a venda de aves. ?Vai fazer cinco meses que estamos sem segurança, desde que o prefeito reassumiu. Sem Guarda Municipal e sem a polícia. Se acontecer uma tragédia, principalmente aos sábados, que tem muita gente, com a maior circulação de dinheiro, quem é que vai nos ajudar? Estamos abandonados. Nós tivemos que contratar segurança particular, o que não é suficiente?, disse Marivaldo Holanda. Atualmente, segundo os comerciantes, o complexo do Mercado da Produção sustenta mais de 10 mil famílias. ?Se o mercado fecha hoje, como fica a nossa situação? É um absurdo uma cidade turística que não tem um mercado público para oferecer aos turistas. O poder público só precisa querer para transformar a realidade do mercado?, afirmou Marivaldo. O local, conforme Marivaldo, contribui com o desenvolvimento da cidade, o que é possível constatar por meio da influência econômica que ele exerce no segmento comercial, que foi construído ao redor. Questionado sobre o futuro do Mercado da Produção, Holanda alfinetou a atual gestão pública.