Cidades
FEIRANTES DA CEASA RECLAMAM DE FURTOS
Após conhecer a difícil realidade dos permissionários e consumidores do Mercado da Produção, a reportagem foi até a parte alta da capital, no bairro da Forene, para conhecer a Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa). Lá, a situação é melhor do que a encontrada no bairro da Levada. Com funcionamento das 23h às 14h, os feirantes promovem um verdadeiro ?espetáculo? de organização e promoções. Porém, o presidente da Associação dos Comerciantes da Ceasa de Alagoas, José Cicero da Silva, relata que ainda falta muita coisa para que a central de abastecimento seja uma referência. ?Aqui, é melhor, mas a situação é que somos praticamente esquecidos porque vivemos mais ?isolados?. No dia a dia, precisamos lidar com pequenos problemas que são os furtos e o vandalismo nos banheiros?, conta. Outro ponto de ?falha? apontado por José Cicero é a falta de uma agência bancária. ?Já encaminhei um ofício ao Ideral [Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas] para que seja instalado um banco aqui porque há uma grande circulação de dinheiro?, disse. Em contrapartida, José Helenildo Ribeiro Neto, diretor-presidente do Ideral (entidade que administra a Ceasa), conta que as principais dificuldades são a falta de segurança e o enfrentamento aos atos de vandalismo, que são registrados com frequência. ?Aumentamos o quantitativo de agentes de segurança e estamos reformulando todo o sistema de monitoramento. A partir disso, teremos uma área coberta e com um monitoramento que funciona de forma preventiva e repressiva para evitar que aconteçam os furtos?, disse José Helenildo. Por dia, circulam pelas dependências da Ceasa mais de 3 mil pessoas, entre fornecedores, feirantes e, principalmente, consumidores. ?É uma pequena cidade. Nós lidamos com gente de todas as intenções. Quando se trata dos banheiros daqui, e é um problema geral de Ceasas, eles são muito vandalizados. Nós realizamos inúmeras reformas. Mas, pela ausência de uma pessoa fixa dentro dos banheiros, o vandalismo não pode ser coibido?, ressalta Helenildo.