Cidades
Vigil�ncia armada gera pol�mica na Ufal
A presença de segurança portando arma de fogo dentro do campus A.C Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, gerou debate entre os alunos. A instituição informou, ontem, que a prevenção de crimes no local é feita com vigilância 24 horas e sistema de videomonitoramento, com apoio da Segurança Pública, e disse não ter informações quanto à proibição de porte de armas por vigilantes dentro de universidades federais. ?Um segurança que estava de moto parou em frente ao bloco que estudo e chamou a atenção dos alunos por estar portando arma de fogo. Levantamos o questionamento sobre se a segurança patrimonial da Ufal poderia usar arma e deixamos claro que, se acontecesse novamente, levaríamos o caso para a Reitoria. Nos sentimos mais seguros quando a Polícia Militar circula pelo campus?, relatou um aluno do curso de Filosofia, que pediu anonimato. Por meio da assessoria, a Ufal informou que a segurança do local conta com mais de 200 vigilantes, que se revezam e prestam serviços através de duas empresas contratadas pela universidade, a Albuquerque e Bruschi Vigilância Patrimonial e a Preserve Vigilância. Com relação a uso de arma de fogo por algum dos profissionais que atuam na área, a assessoria comunicou que, ?por motivo de segurança, para preservar a vida dos profissionais que atuam na vigilância e das pessoas a quais eles protegem, não podemos divulgar a existência ou não de segurança armada na universidade?. A Ufal acrescentou que ?os vigilantes que atuam na universidade são profissionais especializados, credenciados à empresa de vigilância e que são fiscalizados pela Polícia Federal, órgão que habilita os profissionais de vigilância quanto ao porte de armas, caso esse porte se faça necessário?. No próprio campus, a Gazeta apurou, junto a um dos vigilantes em atuação, que em casos de crimes ocorridos no local, eles são orientados a chamar a PM. O profissional assegurou que, por contrato, eles não podem utilizar arma de fogo e garantiu que, dificilmente, acontece algum episódio relacionado à falta de segurança. Ele assegurou que a PM tem feito rondas no local diariamente. ?Nós ficamos apreensivos quando acontecem festas por aqui, pois existem várias entradas e ficamos sem controle de quem entra e sai?, contou ele, que também pediu para não ser identificado.