Cidades
Performance questiona padr�es
Alunos do curso de Teatro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) promoveram, na tarde de ontem, a performance Sem Moldura, que questiona padrões de gênero. A apresentação reuniu 26 mulheres e três delas rasparam os cabelos durante o ato. O cenário escolhido para a exibição foi a Praça Dom Pedro II, no Centro. Curiosos se aproximavam aos poucos, quando as estudantes Rozebel Tenório, Iolanda Ribeiro e Elis Maria seguravam guarda-chuvas e exibiam uma placa, cada uma, com a frase: ?Tire a minha moldura?. Logo atrás, estavam as outras estudantes vestidas de preto e com uma corda de sisal enrolada em seus corpos, que pendurava objetos típicos do guarda-roupa feminino. Com um passo à frente, as três estudantes se ajoelharam e dois garotos começaram a cortar o cabelo de uma delas. Após esse momento, o público foi convidado a fazer parte da intervenção, tirando a moldura das estudantes, que seriam suas demais mechas de cabelo. ?Eu fiquei espantado?, contou o estudante Paulo Henrique Santos, diante da ação inesperada. ?Eu estava passando por aqui, ia esperar alguns amigos, me deparei com a multidão e vim olhar por curiosidade?, explica. Segundo ele, apresentações como essas são muito importantes para questionar sobre padrões impostos. ?Essas mulheres são muito guerreiras. A visão que tenho é que esse tipo de apresentação é um desafio, porque o cabelo da mulher chama a atenção, e para cortá-lo assim é preciso coragem?, opina. ?É muito válido esse tipo de proposta que aborda assuntos sobre a liberação da mulher em sociedade, sobre não seguir os padrões impostos. Abordar o feminismo dessa forma é necessário?, afirmou a professora de Dança da Ufal Valéria Nunes. *Sob supervisão da editoria de Cidades