Cidades
Registro de doen�as cai 94,29%
Seguindo a tendência do País, Alagoas apresentou uma queda significativa nos casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti notificados nos primeiros meses deste ano em comparação a 2016. Somando os registros de dengue, zika vírus e febre chikungunya, a redução foi de 94,29%, em média. Uma das explicações dadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para esse cenário é a de que o longo período de estiagem impediu a infestação do vetor. Separadamente, de acordo com a Sesau, as notificações de dengue diminuíram 93,66% entre janeiro e abril no Estado, embora há confirmação de uma morte em decorrência dessa doença este ano, em Alagoas. Os casos de zika regrediram 98,76%; e de febre chikungunya, 89,55%. O levantamento mostra que, no primeiro quadrimestre, os casos registrados de dengue caíram de 7.312, em 2016, para 464 este ano. De janeiro a dezembro de 2016, foram registradas 21.940 anotações dessa doença em Alagoas. Na média brasileira, conforme o Ministério da Saúde, em 2017, foram 113.381 casos registrados de dengue até o dia 15 de abril. No ano passado, havia 1.180.472 notificações na mesma época. Os números da Sesau já contam com somatório do quadrimestre inteiro, ou seja, até 30 de abril. A dengue no estágio mais grave, até um tempo atrás denominada de hemorrágica, vitimizou uma pessoa em 2017. Ano passado, conforme revela o boletim da Sesau, nenhum óbito foi confirmado no Estado em decorrência dessa doença. Por outro lado, de janeiro a abril deste ano, uma morte foi confirmada por dengue. Não há detalhes sobre o paciente. Acerca do zika vírus, os registros mostram que 2.167 pessoas tiveram o diagnóstico confirmado da enfermidade, no Estado, nos quatro primeiros meses do ano passado. No mesmo período deste ano, foram, apenas, 27 notificações feitas pela Sesau. No ano passado inteiro foram 8.026 notificações em Alagoas. O País teve 7.911 casos de zika em 2017, em comparação com 170.535 no mesmo período do ano passado. Já em relação à febre chikungunya, a Sesau informa que foram registrados 1.081 casos em 2016 e 113 este ano no Estado. Em 2016, foram 18.132 registros no total. E, no Brasil, foram 43.010 casos em 2017, ante 135.030 no ano passado. A gerente de Vigilância de Controle das Doenças Transmissíveis da secretaria, Daniele Castanho, explica que a falta de chuvas nos primeiros quatro meses de 2017 provavelmente impediu as possíveis larvas do Aedes aegypti de eclodirem, levando em consideração que esse mosquito precisa de água parada para se desenvolver. Como o período chuvoso iniciou, as equipes acenderam o sinal de alerta e já recebem os primeiros contatos dos municípios que solicitam ajuda para barrar a infestação.