Cidades
IMA instala placas no mar para tentar identificar invasores
A equipe do Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) instalou as primeiras placas de fixação de organismos bentônicos, ou seja, espécies marinhas que vivem próximas ao fundo do mar, na região portuária de Maceió. O trabalho foi promovido na manhã de ontem. As placas metálicas têm o objetivo de identificar a presença do temido coral-sol, responsável por grandes perdas de biodiversidade. Trata-se de uma das espécies de coral mais ameaçadoras do mundo, pois mata outras variedades de organismos marítimos e se apropria do seu habitat. O coral-sol é uma ameaça à fauna e à flora nativas, podendo gerar impactos ambientais e socieconômicos. Ainda não há registro da presença desse tipo de coral em Alagoas ? o IMA já realizou pequisas nas praias de Ponta Verde, Pajuçara e Francês. A instalação dos equipamentos de monitoramento é mais uma medida para que seja averiguada a possível presença do organismo ainda em fase inicial, facilitando o controle da praga. Em casos de infestação, pesquisadores ainda não encontraram um método de combate ao coral-sol e evidenciam o fato desanimador de eles conseguirem liberar até 5 mil larvas por ano. A escolha da região portuária se deve às pesquisas que apontam os portos como a maior área de risco, pois os especialistas observaram que o coral se aloja em cascos de embarcações e são transportados junto a elas. O Porto de Maceió é onde há maior movimento de embarcações vindas de outros estados e países. A primeira verificação nas placas ocorrerá depois de três meses da instalação, pois, mesmo que o coral esteja presente nelas, ele só poderá ser visto após 90 dias. As próximas ações de monitoramento ocorrerão a cada 60 dias. *Sob supervisão da editoria de Cidades