Cidades
Entidades discutem destino de �guas
Uma comissão composta por representantes da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea/AL), Sindicato da Indústria da Construção Civil de Alagoas (Sinduscon/AL), da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) e órgãos municipais está sendo formada para discutir a disposição das águas subterrâneas de rebaixamento em Maceió. O assunto começou a ser discutido ontem à tarde, numa reunião convocada pela distribuidora sob o pretexto de que essas águas de subsolo de canteiros de obras estão sendo despejadas na rede coletora de esgoto. O presidente da Casal, Clécio Falcão, expôs que esse volume adicional tem comprometido o sistema de esgotamento, gerando inúmeros transtornos. Ele cita, como o maior problema, o transbordamento da rede, visível em diversos pontos da parte baixa da capital. Devido a essa descarga excedente, a companhia alega que percebe a deposição de sedimentos na rede coletora, forçando manutenções mais frequentes e maior desgaste de equipamentos. A solução, apresentada pela estatal, seria lançar as águas de rebaixamento diretamente nas galerias de águas pluviais, administradas pela prefeitura. Esse é o mesmo entendimento da Ademi e do Sinduscon/AL. O presidente da associação, Jubson Uchôa, defende que a solução mais viável seria seguir parâmetros estabelecidos por outros estados. ?A água subterrânea de rebaixamento não é contaminada, como parece ser. Pode ter uma coloração diferente, devido à ferrugem e ao barro, mas não tem elementos poluentes. Pode, tranquilamente, ser lançada nas galerias pluviais. Queremos saber da prefeitura quais os inconvenientes para proibir esse despejo. Precisamos desmistificar que essa água é poluída?, defende.