Cidades
Reuso de �gua n�o pot�vel � vi�vel no NE
Defendendo estratégias novas e o investimento em tecnologias sociais de enfrentamento à crise hídrica, o agrônomo e diretor do Instituto Terra Vida, Ricardo Ramalho, também teve a oportunidade de apresentar propostas. Ele diz que a construção de cisternas de placas são meios mais simples, de baixo custo e que ajudam a população que vive em locais onde seria oneroso captar água por uma fonte coletiva, a exemplo do Canal do Sertão. O técnico falou que com R$ 3 mil, em média, seria possível instalar os equipamentos nas moradias. A cisterna com capacidade de 16 mil litros, por exemplo, levaria um bom tempo para a água ser reposta. ?Aquele morador, como já vive na racionalidade, tende a gastar somente treze litros de água por dia para as necessidades básicas?, informa. Já o engenheiro civil, consultor e diretor nacional da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Álvaro Menezes, defende as diretrizes que estão sendo editadas do Plano Nacional de Reuso da Água, do Ministério das Cidades, A partir dele, o Brasil passará a ter um plano controlado para reutilização da água, seja ela não potável e potável. Ele diz que participou de quatro seminários no Brasil para discutir melhorias da gestão dos recursos hídricos. E, para o Nordeste, segundo Menezes, está se pensando em água de reuso não potável. Ela seria utilizada para fins agrícolas, normalmente em culturas não comestíveis (irrigação), e para finalidades industrias.