Cidades
Alagoas registra 748 casos de abuso sexual contra crian�as
No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, membros do sistema de garantia de direitos deste público têm como principal meta intensificar as ações para redução dos indicadores negativos. Em Alagoas, ano passado, os 116 Conselhos Tutelares notificaram 748 casos que envolveram algum tipo de agressão física ou moral infantojuvenil, todas no âmbito sexual, em Alagoas. A intenção é evitar que estes registros caiam no esquecimento e reforçar que o combate sempre será a melhor prevenção. A passagem do 18 de maio, no Estado, será marcada por inúmeras atividades regionalizadas. Hoje, representantes de Conselhos Tutelares fazem atos educativos em vários municípios, distribuindo materiais em que pedem auxílio da população para denunciar os casos suspeitos. Para amanhã, está marcado o 1º Seminário Alagoano de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. O evento acontece no auditório da Escola Superior de Magistratura de Alagoas (Esmal), localizada no bairro Farol. O presidente do Fórum Estadual Associado dos Conselheiros Tutelares de Alagoas, Edmilson de Souza, informa que o seminário deve reunir centenas de pessoas envolvidas neste tema. São, entre outros, conselheiros tutelares, educadores, psicólogos, juízes e advogados. Boa parte já trabalha, no dia a dia, para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes. Cinco palestrantes foram convidados para trocar experiências e engrossar o discurso para o combate a este crime. ?O abuso e a exploração sexual infantojuvenil estão acabando com a vida de milhares de crianças em todo o Brasil. Em Alagoas, o cenário é o mesmo e nós, enquanto sociedade, não podemos ficar com os braços cruzados. Todos exercemos um papel importante para evitar que este quadro piore?, afirma Edmilson Souza. Ele reafirma que uma das maiores preocupações do Estado, agora, é evitar a exploração sexual infantojuvenil no turismo. Como Alagoas recebe milhares de visitantes a cada ano, cresce o risco deste tipo de crime ser difundido, como já ocorre em outras capitais em que o turismo é uma das principais atividades econômicas. As forças, segundo o presidente do fórum, permanecem concentradas no sentido de barrar este mal.