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Chuvas provocam estragos

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As próximas horas serão decisivas para a Defesa Civil Estadual e Municipal, que monitoram a ocorrência de chuvas, especialmente aquelas que vêm de Pernambuco e afetam, diretamente, os Vales da Paraíba e do Mundaú, na Zona da Mata alagoana. Com o solo encharcado, as quase 80 áreas de risco da capital também recebem atenção diferenciada neste período de quadra chuvosa. O meteorologista Vinícius Pinho, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), afirmou que o volume de chuvas do fim de semana, principalmente no domingo, já era esperado. ?Inclusive, na sexta-feira à tarde, nós emitimos um aviso meteorológico sobre a possibilidade de chuva mais intensa principalmente a partir do sábado à tarde em toda faixa litorânea, Baixo São Francisco e na Zona da Mata?, confirma. Segundo Vinícius Pinho, o Litoral Norte e a Zona da Mata registrarão ainda certo volume de chuvas nas próximas horas. ?A gente tem que ter um pouco mais de atenção também com a região metropolitana, porque é uma região que tem muita área de risco, muita área vulnerável, e como vem chovendo bastante nesses últimos dias, o solo já está saturando e a gente pode ter alguns casos de alagamentos, principalmente em Maceió, por falha na drenagem urbana?, explicou o meteorologista. Uma das preocupações da Defesa Civil é o Rio Jacarecica, que registrou aumento de nível considerável nas últimas horas por causa do grande volume de águas pluviais. No domingo, tinha subido um metro e, se continuar chovendo, a tendência é que ele transborde. Vinícius Pinho, da Semarh, informou que somente no Tabuleiro do Martins choveu em torno de 76 milímetros de domingo para segunda-feira. ?É considerado um volume intenso para um dia. No interior, por exemplo em Porto de Pedras, no Litoral Norte, choveu no fim de semana 169,8 milímetros?, detalha. ?As áreas mais preocupantes para a gente é o Litoral e a Zona da Mata, porque as chuvas chegam com maior intensidade nessas áreas. A gente está fazendo o monitoramento da chuva que ocorre em Pernambuco, porque desce para os vales do Paraíba e do Mundaú, por exemplo. Tivemos aquele momento da enchente de 2010?, disse Moisés Melo, coordenador da Defesa Civil Estadual. Ainda segundo o coordenador, as equipes da Defesa Civil estão de prontidão para qualquer ocorrência nos municípios alagoanos. ?Até agora não houve intervenção do estado. Somente alagamentos, pequenos deslizamentos?, acrescenta. Já o secretário-adjunto de Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos Júnior, disse que em doze horas choveu ? somente na parte alta da capital ? quase 70 milímetros. ?Isso é considerado muito. O esperado no mês de maio é 380mm e já choveu até agora 162mm. Depois de uma chuva como essa, a gente fica mais atento, porque as encostas ficam encharcadas. Houve uma ocorrência na Chã da Jaqueira, uma barreira que está exposta e onde vamos colocar lona?, diz Lemos. QUEDAS DE ÁRVORES Na tarde de ontem, uma árvore caiu na Praça da Cadeia, no centro de Maceió, atingindo uma comerciante identificada como Edna, de 53 anos, o veículo pertencente a um policial militar, além da rede elétrica da região. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Eletrobras Distribuição Alagoas e do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) foram até o local do acidente. Os bombeiros removeram a árvore e prestaram os primeiros socorros à mulher. Segundo o órgão, a vítima estava em sua barraca de lanches, quando a árvore a atingiu. Edna foi atingida no antebraço e, posteriormente, levada à UPA do Trapiche. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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