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Ex�rcito descarta combate � viol�ncia em Macei�

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O Comandante do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMTz), tenente-coronel Milton Sils, afirmou ontem que não existe a mínima possibilidade de que o Exército venha a atuar nas ruas para conter a violência em alguns bairros de Maceió, como sugeriu o vereador Marcos Alves (PSB). Segundo Sils, o emprego do Exército nessa situação só ocorre quando a autoridade maior do Estado, ou seja, o governador, esgota todos os meios para garantir a segurança pública. ?A partir dessa situação, ele solicita ao comandante superior do Exército e ao presidente da República que seja autorizado o emprego do Exército nas ruas?. Sils, que é natural de São Paulo mas também já serviu ao Exército no Rio de Janeiro, acredita que não há necessidade de as Forças Armadas intervirem na segurança pública de Alagoas. ?A situação do Estado de Alagoas é extremamente tranqüila, tanto é que penso em morar aqui quando for para a reserva?, enfatizou. Ele elogiou também o desempenho do secretário executivo de Defesa Social, Robervaldo Davino, e sua equipe ? formada pelos comandantes da Polícia Militar de Alagoas, coronel Edmilson Cavalcante, e do Corpo de Bombeiros, coronel Paulo César ? na condução da política de segurança pública no Estado. ?Nas reuniões do Conselho Estadual de Segurança, percebi que as decisões não ficam apenas na retórica, mas se transformam em ações?. O comandante Milton Sils garantiu que as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Exército no ano passado, por causa dos cortes no Orçamento da União, já foram superadas. Este ano, 240 jovens foram incorporados ao 59º BIMTz que, no ano passado, assim como outras unidades do Exército, teve que dar baixa antecipada de recrutas, por decisão do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. O comandante do 59º BIMTz argumentou que não é correto dizer que o serviço militar no Brasil é obrigatório. ?Hoje o que é obrigatório é apenas o alistamento militar, a incorporação é voluntária?, assegura Sils, comprovando através de números essa tese. ?Por ano, 1,2 milhão de jovens em todo o Brasil completam 18 anos de idade, mas apenas 60 mil são incorporados ao Exército?. Em Alagoas, esse número é ainda menor: de dois mil jovens, apenas 250 são incorporados. Milton Sils também fez uma avaliação negativa do conflito entre Estados Unidos e Iraque. ?Os efeitos de uma guerra são imprevisíveis?, avaliou. Segundo ele, o Iraque pode superar o abismo tecnológico com os Estados Unidos, centralizando os combates em localidades como a capital Bagdá. (MFA)

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