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Economista critica regras do Programa Fome Zero

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O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcelo Neri preferiu não tecer comentários sobre as críticas feitas pelo economista alagoano Cícero Péricles, de que o estudo denominado ?Mapa do Fim da Fome? ? elaborado pela fundação ? contém dados e informações desconexas da realidade alagoana. ?Prefiro não comentar críticas as quais desconheço?, resumiu. Neri participou ontem de manhã da mesa redonda promovida pelo Ministério Público Estadual sobre direitos sociais. Ele aproveitou para apresentar dados atualizados do Mapa da Fome no Estado, tomando como base dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2002 e individualizadas por municípios. Segundo ele, o Mapa da Fome traçou um diagnóstico da realidade da miséria em Alagoas com base em dados disponíveis. O economista da FGV ressaltou que com a realização do Mapa da Fome, o governo de Alagoas antecipou a iniciativa do governo federal de lançar este ano o Programa Fome Zero. Para Neri, o governo estadual vem conduzindo bem as políticas para reduzir o quadro de exclusão social do Estado. ?As políticas implementadas pelo governo do Estado, através de gerenciamento dos programas como o Bolsa Escola e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), tem sido uma modalidade de política social exemplar?. Trabalho O trabalho realizado pela Fundação Getúlio Vargas ganhou repercussão em todo o País, sendo apresentado em congressos nacionais. O economista também compartilha das críticas feitas pelo bispo de Duque de Caxias, Dom Mauro Morelli, em relação à forma como vem sendo executado o Programa Fome Zero. Uma das críticas feitas por Neri diz respeito à imposição do governo federal de que o dinheiro do Cartão Alimentação só pode ser usado para compra de alimentos. Para o economista, as pessoas devem ter a liberdade de escolher aquilo que atende às suas necessidades. ?Isso acaba criando uma reserva de mercado em cima dos miseráveis?, ressaltou. (MFA)

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