Cidades
Pais d�o li��o de amor em encontro sobre ado��o
Três anos e oito meses foi o tempo de espera para o casal Scotney Alves Lima, 31 anos, e Anunciano Bernardo Lino Lima, 44 anos, segurar o primeiro filho nos braços. Pais adotivos de Carlos Davy Lino Lima, 5 anos, o casal relembra com emoção o momento em que chegou ao Hospital Universitário (HU) para buscar o bebê de quatro meses, que nasceu prematuro e portador de hidrocefalia. ?Anunciano conheceu o Davy primeiro. Eu estava trabalhando quando ele me chamou para a gente ir no hospital. Como eu sou bem emotivo, já entrei chorando no HU. Eu não sabia quem era o bebê. Quando vi Davy, eu nem sabia que era o meu Davy ainda, ele estava nos braços da médica e eu falei para Anunciano ?que criança linda é aquela. É o Davy??. Acho que Deus escolheu nós dois para sermos pais dele?, disse Scotney. A história de Carlos Davy e a luta dos seus pais para tê-lo no colo foi contada, na tarde de ontem, 25, durante o 7º Encontro Estadual de Adoção, que aconteceu no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), no Dia Nacional da Adoção. O momento serviu para abordar temas relevantes para incentivar a adoção e contou com vários depoimentos de adoção que emocionaram o público presente. ?Foi um ano de curso para nos tornarmos habilitados para a adoção e dois anos e oito meses de espera na fila após inscrição no cadastro da adoção. Mas Davy veio para mudar as nossas vidas. O meu filho veio para formar a nossa família. Quando eu o peguei no colo, era uma sensação diferente. Eu já errei ao trocar a fralda, não sabia trocar direito. Mas não me importava. Eu estava aprendendo a ser pai. Não sei como explicar a alegria?, disse Scotney, que também optou pela adoção unilateral do filho do companheiro, Carlos Daniel, 17 anos. Portador de hidrocefalia, Davy possui limitações e necessita de cuidados para ter uma vida normal. ?Tivemos que readaptar a nossa vida, depois a nossa casa. Tudo para que ele tivesse uma vida melhor. Ele tem a imunidade baixa, então se ele viver de uma maneira mais cuidadosa, ele pode ter uma vida normal. Modificamos tudo. Tudo para melhor. Porque ele ensina muita coisa a cada dia?, disse Scotney.