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Fam�lias em abrigos precisam de doa��es

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Trinta e nove famílias que viviam em áreas de risco na capital estão sendo assistidas pela prefeitura na Escola Municipal Nosso Lar I, no bairro de Ponta Grossa. Essas pessoas tiveram que ser retiradas de casa pela Secretaria Especial de Defesa Civil, no último fim de semana, para ser instaladas em um local que oferecesse segurança. No abrigo improvisado, elas recebem a alimentação e materiais de higiene pessoal. Todas já foram cadastradas para receber o auxílio-moradia. O servente de pedreiro José Valdemir da Silva, de 30 anos, é um dos que estão abrigados no colégio. Ele e a família foram resgatados pelos Bombeiros após serem encurralados no imóvel em que estavam, na Grota da Cycosa, no bairro de Santo Amaro. Nessa localidade, morador de uma casa vizinha à do trabalhador morreu soterrado. Com o deslizamento da encosta, parte do barro ficou na porta da residência de Valdemir, impedindo-o de escapar. ?Foi muito difícil conviver com aquela situação. Chovia muito na madrugada de sexta para sábado e eu me acordei com o barulho bem grande no lado de fora. Era a barreira caindo e arrastando a casa do meu vizinho. Ouvimos muitos gritos e estouros dos fios de eletricidade pocando. Ficamos desesperados dentro de casa e, quando tentamos sair, não tivemos saída. O jeito foi pedir a Deus para que nada de ruim nos acontecesse mais?, relatou. O pedreiro está na escola Nosso Lar com mais oito pessoas, incluindo crianças de colo. Todas foram retiradas de casa numa verdadeira operação de resgate comandada pelos militares do Corpo de Bombeiros. Quando falou com a reportagem, Valdemir estava deitado em um dos colchões doados por voluntários. Ao lado dele, duas meninas dormiam, tranquilamente. ?Minha esposa já está procurando uma casa para alugarmos em uma área afastada de onde vivíamos. Não podemos nos distanciar muito porque as crianças estudam em colégios no Canaã?, comenta. Ele disse que deixou para trás a casa em que viveu durante cinco anos. A doméstica Poliana Maria dos Santos, de 40 anos, teve que deixar o lar, na Vila Emater, por orientação da Defesa Civil. Houve um deslizamento de encosta no sábado e o barro ficou acumulado aos fundos da moradia. Com o risco de um novo episódio semelhante, a família dela foi convencida a sair de casa imediatamente. ?Não queria ter vindo, mas foi o jeito. Agora, é encontrar outra casa, alugar e ir pra lá o quanto antes. Não posso perder meus móveis e tenho que resgatar os meus quatro cachorros que deixei lá, trancados?, relata a desabrigada. Poliana vive com o marido e com dois filhos, de 13 e 16 anos.

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