Cidades
Situa��o nos munic�pios � ca�tica
O número de desabrigados e desalojados pelas chuvas em Marechal Deodoro somente cresce, segundo aponta a prefeitura. A estimativa é que a Lagoa Manguaba tenha subido 2,59 metros, o que deixou prédios históricos, praças e casas submersos. A Gazeta de Alagoas esteve no município e encontrou um cenário devastador. Ruas alagadas e pessoas desoladas. Uma delas é Maria José dos Santos, de 45 anos. Segurando a filha da vizinha nos braços, ela conta que perdeu quase tudo, entre eletrodomésticos, roupas e até documentos. ?Desde sábado que estou na rua. É uma sensação terrível. Estou abrigada na parte alta, na casa de uma amiga. Minhas coisas, as que consegui tirar de casa, estão espalhadas. É muito triste. Agora, estou dependendo de doações. Já peguei algumas roupas, comida e água?, contou Maria, que estava bastante emocionada. ?Não sei como vai ser daqui pra frente. Estou sem perspectiva?, afirmou. Na mesma situação de Maria José, Jeane Nogueira, de 36 anos, morava com o pai, a filha, uma bebê de 11 meses, e o esposo em uma casa nas proximidades do centro de Marechal. ?Eu saí correndo de casa. Minha bebê está doente, nem os remédios eu peguei. Preciso muito de fraldas e medicamentos para ela. É só o que penso, na minha bebê?, diz Jeane. PILAR Sem água potável, energia elétrica e com o principal acesso à área urbana da cidade bloqueado por uma cratera aberta no meio da ladeira, Pilar passa por um momento crítico. O prefeito Renato Filho (PSDB) se emocionou ao falar da situação. Conforme o boletim emitido pela Defesa Civil, 300 pessoas estão desabrigadas e 500 desalojadas, num total de 800 pessoas afetadas. ?Passamos no sábado de carro de som informando que a água poderia subir mais de um metro, e muitos não acreditaram. Quando a água veio, foi com força, e só tivemos tempo de salvar as pessoas. Muitas famílias perderam tudo. O mais importante agora é o assistencialismo. Precisamos de toda a ajuda possível?, disse. Segundo o prefeito, vinte casas desabaram nos últimos dias, além de três escolas e um posto de saúde que ficaram inundados. Nesses locais, as aulas e o atendimento aos usuários estão suspensos por tempo indeterminado.