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Estado teme surto de leptospirose ap�s chuva

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Autoridades ligadas à saúde avaliaram, ontem, como o Estado pode enfrentar um possível surto de doenças de veiculação hídrica, que corre o risco de acontecer após uma semana de chuvas intensas em várias regiões. A maior preocupação continua sendo os casos de leptospirose (transmitida pela urina do rato), e uma das medidas discutidas é garantir leitos de retaguarda para assistir o máximo de pacientes possível e não sobrecarregar o Hospital Escola Dr. Helvio Auto, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas. Mais uma reunião está programada para acontecer na próxima segunda-feira, 5, na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), para tratar desse assunto novamente. Desta vez, serão convocados diretores das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), dos ambulatórios 24 horas e dos hospitais do interior. A intenção é colocar em prática esse plano de enfrentamento e se preparar para o pior. No encontro de ontem, o secretário de Saúde de Alagoas, Christian Teixeira, debateu com a direção do Helvio Auto e representantes da Vigilância em Saúde estratégias para conter o surto ? se ele acontecer, de fato ? e planejar as medidas a serem tomadas para orientar os municípios no trato com os pacientes. A ideia é fazer com que a rede de atenção básica e de urgência e emergência atendam aos doentes antes que os casos se agravem e a transferência para Maceió seja inevitável. ?É comum quando acontece uma inundação aumentarem os casos de doenças de veiculação hídrica, a exemplo da leptospirose. O volume de água aumenta, invade as casas e desaloja roedores. A urina destes se misturam com essa água e, em contato com a pele humana, pode transmitir a doença. A nossa orientação é para que evitem pisar nessa água ou até mesmo tomar banho?, avisa Cristina Rocha, superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau. Ela lamenta o fato de a leptospirose não ter uma imunização e, portanto, ser difícil de ser combatida. E apela à população para que observe sintomas, como febre alta, como alertas para sair em busca de socorro médico. Se o tratamento não for iniciado rapidamente, o paciente pode morrer em alguns dias após ser contaminado. ?O secretário está avaliando a possibilidade de garantir leitos reservas para alcançar o atendimento de todos os que precisarem?, comenta.

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