Cidades
Prefeitura faz levantamento de estragos para solicitar recursos
O povo e os gestores da histórica Marechal Deodoro vão travar uma difícil missão a partir de agora: recomeçar. Mas, para isso, ainda é preciso saber exatamente quais foram os estragos provocados pelas chuvas dos últimos dias no município, um dos mais afetados em Alagoas e um dos 27 em situação de emergência. Após o levantamento com números que vão revelar os estragos, é que serão solicitados recursos públicos aos governos estadual e federal. O prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho Cacau (PSD), revelou à Gazeta de Alagoas que dados iniciais apontam para cerca de 5 mil pessoas desabrigadas e 9.970 desalojadas no município. ?Precisamos de recursos para minimizar esses estragos. Estamos finalizando o formulário do impacto para poder enviar ao governo do Estado e ao governo federal, solicitando ajuda financeira?, disse. ?A situação em Marechal ainda é muito difícil. Estamos fechando números?, contou. Um desses levantamentos aponta que 1.400 pescadores filiados à Colônia de Pescadores precisam de ajuda. ?Estamos solicitando ao governo federal o seguro-defeso por pelo menos 90 dias para eles. Como o impacto ambiental foi muito grande na lagoa, eles precisam garantir o sustento?, acrescenta o prefeito. Casas localizadas na orla lagunar e prédios do Centro Histórico foram diretamente afetados pela enxurrada e não se sabe ao certo ainda o que precisará ser feito por lá. ?Temos prédios destruídos ou muito danificados. Estamos também solicitando a presença do Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no município para que faça um levantamento sobre o impacto no nosso patrimônio histórico?, diz o prefeito Cacau. Os desabrigados de Marechal Deodoro continuam em escolas e quadras de esporte. ?Nós antecipamos o recesso escolar para que as crianças não tenham prejuízo no calendário?, acrescentou Cacau.