Cidades
Falta de medicamentos prejudica popula��o
Falta de medicamentos controlados em unidades básicas de saúde de Maceió prejudica dependentes. Há cerca de seis meses, Maria Cícera dos Santos, moradora do bairro Village Campestre II, percorre, sem sucesso, os postos de seu bairro e de outras localidades em busca de medicamentos. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que processos licitatórios estão em andamento e que, em até 20 dias, um dos remédios chegará às unidades. Há quatro anos, a dona de casa Maria Cícera dos Santos passou a tomar remédios para controlar os sintomas da depressão. Segundo ela, o Diazepam, Cloridrato de amitriptilina e Citalopram foram medicamentos receitados por seu psiquiatra e que desde de 2016 o fornecimento das medicações passou a sofrer interrupção. ?No começo, quando comecei a tomar esses remédios, não tinha problemas para pegá-los nas unidades de saúde. Mas, desde o começo de 2016, a falta de medicação controlada se tornou um problema frequente. Já teve períodos em que fiquei quase dois meses sem tomá-los, e isso resultou em graves crises?, relata. Maria Cícera ainda explica que não tem condições financeiras para adquirir as medicações e que, devido a isso, precisa esperar o abastecimento nas unidades de saúde ou recorrer à solidariedade de terceiros. ?Há seis meses fico economizando nas dosagens, às vezes peço emprestado doses dos remédios às pessoas que conheço e que também tomam. Se sou eu que tem mais doses, também empresto, e dessa forma a gente vai se virando. Recentemente meu médico me receitou uma nova medicação devido à falta das anteriores nas unidades, mas outro problema é que não consegui me adaptar às novas dosagens, elas me causaram efeitos colaterais?, conta. A dona de casa também relatou que, em suas peregrinações, constatou que as demais unidades de saúde do bairro do Graciliano Ramos, Poço e Benedito Bentes se encontram sem as medicações controladas. *Sob supervisão da editoria de Cidades