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For�a-tarefa percorre munic�pios afetados

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Na Escola Municipal Governador Luiz Cavalcante, em Marechal Deodoro, era uma correria só. Lá estão cerca de oitenta famílias que perderam o lugar onde moravam por causa das chuvas ocorridas nos últimos dias. Também foi nesse local que desembarcou uma força-tarefa organizada pelo governo do Estado para atendimento aos desabrigados e desalojados. Quatorze equipes partiram, ontem cedo, rumo aos 27 municípios que decretaram estado de emergência. Os grupos são formados por servidores públicos de secretarias estaduais e órgãos como o Instituto do Meio Ambiente (IMA), Defesa Civil e da Polícia Militar. O levantamento sobre a real situação dos moradores de Marechal Deodoro, uma das cidades mais afetadas pelas chuvas, foi feito dentro dos abrigos e ouvindo quem continuou ou conseguiu voltar para casa. A dona de casa Cleonice Laurindo dos Santos é mãe de sete filhos, que têm entre cinco e 25 anos de idade. Levou os dois mais novos para tomarem remédios em um dos abrigos disponibilizados pela Prefeitura de Marechal Deodoro. Moradora do povoado Cabreiras, perdeu o pouco que tinha. ?A água cobriu minha casa toda. Não tenho para onde ir com meus filhos. É uma situação muito triste. Eles estão precisando de roupa, porque tudo foi levado. Temos comida aqui, mas ainda faltam coisas dos meus filhos?, lamentou. Laudicéia Marinho, outra vítima da situação, voltou para casa na última terça-feira. Tinha passado dois dias num abrigo, e quando a chuva deu uma trégua, resolveu ver o que restou. Ela mora na Rua São Pedro, no Centro. ?Moro há 30 anos aqui. Perdi móveis, colchões, roupas, comida. A última vez que vi essa situação aqui em Marechal Deodoro foi há 28 anos. A gente que mora perto da orla sofre muito. Tive que ir para um abrigo, porque não tinha o que comer?, declarou. O prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho Cacau, estava angustiado. Espera contar com recursos para reerguer a cidade. ?Aqui as chuvas fizeram estragos na cidade toda, tudo espalhado. Precisamos de gás, cestas básicas, água, colchões. Estamos precisando de ajuda. O momento é de unir forças. A cidade precisa de uma limpeza?, disse. Meraldo Rocha é coordenador técnico do IMA e ontem integrou a força-tarefa que percorreu os municípios. ?Estamos aqui para conversar com os moradores, fazer um levantamento sobre os desabrigados e os danos?. Já a capitã PM Inês Valões Faria ficou de produzir com os servidores da prefeitura os dados sobre os estragos.

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