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Usu�rios recorrem ao MP para ter acesso a exames

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Este ano, 1.700 pedidos de exames e consultas que não foram agendados pelo Complexo Regulador de Maceió (Cora) chegaram ao Ministério Público Comunitário, projeto do Ministério Público Estadual (MPE). Esse tipo de denúncia cresce a cada dia. Uma usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) esperou por mais de um ano por uma citologia. Em 2016, por exemplo, o MP Comunitário encaminhou 1.327 procedimentos para o Cora, para que fossem solucionados, quantidade bem inferior à registrada este ano. ?São pessoas que não conseguem nunca marcar consultas e exames pelo Cora. A gente não sabe exatamente o que acontece, mas isso tem sido frequente e aumentado a cada dia. Os usuários vão ao posto de saúde, mas não conseguem?, revela Luciana Dantas, psicóloga do MP Comunitário, que fica no Vergel do Lago, em Maceió. Atualmente a solicitação de procedimentos na área de saúde é o principal motivo de procura pelo projeto ? instalado há cinco anos no Vergel ?, seguido de mediação de conflitos na área cível. ?Quando a gente encaminha o procedimento para o Cora, então é marcado o que antes parecia não estar disponível. Estamos tentando articular uma audiência pública para saber o que está acontecendo. Em quinze ou vinte dias nós conseguimos resolver?, relata a psicóloga. Sirleusa Santana não conseguiu um exame oftalmológico no posto de saúde Roland Simon, também no Vergel do Lago, e resolveu acionar o MP Comunitário.

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