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Fam�lias buscam ajuda para reconstruir vida

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Reconstruir a vida a partir do zero não é uma tarefa fácil de fazer. Porém, na tentativa de recomeçar, as famílias que perderam tudo durante os deslizamentos de barreira ou inundações provocadas pela chuva intensa na última semana em Maceió, buscam ajuda no Centro de Atendimento Socioassistencial (Casa), localizado no bairro do Prado, parte baixa da capital alagoana. De acordo com a Secretaria de Assistência Social do município, 1.290 famílias já receberam atendimento no Casa e mais de 800 estão recebendo o auxílio moradia no valor de R$ 250. Uma das pessoas é a dona de casa Maria Lúcia Alves Rocha, de 40 anos, que relata os momentos de angústia vividos ao lado dos três filhos e do marido, José da Silva. ?Morava na parte baixa da Grota da Alegria, no Benedito Bentes, quando uma casa de cima desabou em cima da minha residência. O barro invadiu minha casa?, disse Lúcia. Maria relata ainda que não tem condições financeiras para morar em outro local. ?Desde sexta-feira, 26 de maio, que estou fora de casa. Morando de favor na casa de uma vizinha. Eu sei que é uma área de risco, mas eu não tenho para onde ir e não tenho condições de pagar um aluguel. Mas se eu receber uma ajuda, eu vou procurar uma área que não ofereça tanto risco, né? Eu fico triste porque preciso de um teto para os meus filhos. Quero que o governo me ajude nessa situação?, disse Maria Lúcia, que estava acompanhada do filho menor, de 5 anos, e bastante emocionada. Na mesma situação de Maria Lúcia, a reportagem encontrou Fabiana Cassimiro da Silva, de 31 anos, que estava acompanhada do filho surdo, Willams, e relata uma saga na tentativa de conquistar a casa própria. ?Eu morei quatro anos no Benedito Bentes, mas tive que sair porque na vila onde eu morava dava todo tipo de gente ruim. Quando saí, fui morar no Vale do Reginaldo. A partir disso, já perdi minhas coisas duas vezes devido a enchentes?, contou Fabiana, acrescentando que atualmente, após ter a casa invadida pela água da chuva, está morando em um barraco. ?Eu pago R$ 150 para ter onde abrigar minha família. Meu marido está desempregado, e a gente depende de bicos?.

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