Cidades
TRANSPORTADORAS J� TIRAM ALAGOAS DA ROTA
Na avaliação do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Alagoas (Setcal), Alagoas tem um índice de sinistralidade muito elevado e seria necessária uma parceria mais harmoniosa das transportadoras com o poder público. Em Alagoas, o número de transportadores passa de 400. A entidade, no entanto, tem 48 deles devidamente cadastrados. O Estado está inserido no contexto de receptação das cargas que vêm do eixo Sul/Sudeste ou rota para outras regiões do País. De acordo com o Setcal, desde 2016, muitas empresas que transitavam em Alagoas no transporte de cargas estão criando rotas alternativas para evitar o risco do roubo das cargas e, se não tiverem como evitar, adotaram mecanismos de segurança no volume. Por exemplo, somente estão vindo para Alagoas as cargas direcionadas para o Estado. Entre as medidas adotadas estão a utilização de rastreadores, iscas dentro da carga (chip no carregamentos) e travas de baú (o caminhoneiro é obrigado a informar ao gerenciador de risco a rota que está fazendo). São dispositivos que ajudam a localizar a mercadoria, ou parte dela, e acabam facilitando o trabalho da polícia numa eventual investigação posterior. O secretário executivo do sindicato, Jurandir Dantas, confirma que as transportadoras enfrentam grandes dificuldades para renovação ou contratação de seguro para carga de bebidas e eletrônicos devido ao alto risco de sinistros. Também há forte resistência nas apólices para carregamento de remédios. O motivo é o mesmo. Ele diz lamentar a existência de informantes das quadrilhas em postos fiscais de Alagoas. São pessoas, segundo o sindicalista, que se utilizam da prerrogativa da função para liberar informações sigilosas aos criminosos. ?Com base nos dados que dispõem, os bandidos montam campanas na rota do caminhoneiro e conseguem atuar tranquilamente?, acredita.