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Grupos protestam contra cancelamento de festejos

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Integrantes de grupos de festejos juninos de Maceió realizaram um protesto contra a suspensão do São João na capital, ontem, em frente à Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac). Após o ato, os grupos se reuniram com o titular da pasta, Vinícius Palmeira, e sugeriram a continuação do evento por meio de um festejo solidário. A proposta será levada ao Poder Executivo ainda nesta semana. Na última sexta-feira, 2, a Prefeitura de Maceió anunciou a suspensão das festividades juninas devido às consequências das fortes chuvas na capital. Os integrantes de grupos que se apresentam nos festejos juninos alegaram, em protesto realizado ontem, que esta época do ano é aguardada por uma série de pessoas por ser uma fonte de renda para diversas famílias e para a capital. ?Há dois anos que os festejos juninos de caráter institucional não acontecem aqui em Maceió, isso é uma pena. Nós acreditamos que eventos como esses são um resgate da cultura nordestina, e por isso nós sugerimos que o evento este ano seja solidário. Nós iríamos incentivar as doações, também pedimos que os ambulantes das áreas atingidas pelas enchentes e deslizamentos sejam priorizados durante o comércio no São João. Agora nós esperamos que o poder Executivo se sensibilize com a nossa proposta?, diz Wellington Monteiro, integrante de banda de pífano Chica Boa. Rogério Dias, tocador de coco de roda e integrante do grupo Mova, reforça a ideia de Wellington e diz que, por ser morador de uma área em Maceió que sofreu com as fortes chuvas, acredita que a renda trazida pelo São João ajudaria pessoas atingidas a se reerguerem. ?Eu moro na região do Bom Parto, área que também teve danos por causa da chuva, e muitas das pessoas que vivem lá são pessoas que poderiam se beneficiar com a renda gerada pelo São João. Muitas das pessoas atingidas pelas enchentes eram ambulantes, por isso pedimos que o evento não seja cancelado. O Conselho de Cultura está do nosso lado, nós seremos a única capital do Nordeste que não fará festejo junino, e isso afeta não só a cultura, como a economia da cidade e os trabalhadores que dependem de eventos como esses?, afirma. Juntamente à classe artística, os comerciantes se posicionaram a respeito da medida. Izabel Batista, proprietária de uma barraca de fogos de artifício, diz que a decisão não causará danos ao seu negócio. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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