Cidades
Maceioense volta � rotina ap�s chuvas
Após as fortes chuvas do fim de maio, que deixaram desabrigados, desalojados, mortos e cidades alagoanas em estado de emergência, a rotina para muitos trabalhadores em Maceió começa a voltar à normalidade. Mas para quem tira o sustento da vinda de visitantes à capital, não há tanto otimismo para o mês de junho. ?Praticamente não estamos fazendo mais passeio para as piscinas naturais. O movimento está muito fraco e deve continuar assim em junho. Reduziu muito. Ontem (terça-feira) levei apenas um casal e lucrei apenas R$ 60. Tem dia que não faço nenhum passeio. Acredito que vai melhorar só em julho?, lamenta o jangadeiro Ismael da Silva Sales, de 61 anos. Magno Santos da Silva é ambulante, vive do que consegue arrecadar com o aluguel de cadeiras e venda de bebidas na Praia da Pajuçara, em Maceió. ?Tem três semanas que o movimento está fraco aqui na praia. O sol aparece e depois começa a chover. Só deve melhorar lá para o meio do mês de julho. Sem contar que os turistas acham que o mar está muito sujo?, conta. Ele recebe por dez horas de trabalho entre R$ 30 e R$ 40. Já para a proprietária de um restaurante na orla marítima, as chuvas impedem que os turistas sigam para outras cidades, e isso acaba se tornando lucro certo para muitos estabelecimentos comerciais na capital. ?Tivemos um bom movimento aqui com a chuva. Quem não foi para fora veio para os restaurantes?, diz a empresária Rosa Almeida, dona de um restaurante na Pajuçara há dez anos. O servidor público federal Damião Antunes chegou a Maceió na última terça-feira, 6. Ontem, o pouco de sol que apareceu logo cedo já foi motivo para aproveitar as praias da capital com a esposa e uma filha que vivem em Brasília. ?Se a gente soubesse que iria chover tanto, não teria vindo agora. Só viemos porque já tínhamos programado há um tempo?, diz.