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Feira � oportunidade para comprar org�nicos

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Teve início nessa quarta-feira, 7, e se estenderá até o próximo sábado, 10, na Praça da Faculdade, localizada no bairro do Prado, em Maceió, a 26ª edição da Feira Camponesa. A feira funciona das 6h às 22h até amanhã, e das 6h ao meio-dia de sábado, e oferta produtos abaixo do preço do mercado, como, por exemplo, o milho, produto tradicional nesta época do ano. Enquanto que na Feira Camponesa uma mão de milho custa R$ 36, a mesma quantidade na feira do Jacintinho custa R$ 45. Para esta edição, houve uma redução no número de barracas: são 60. Comparado a edições anteriores, houve uma redução de cerca de 18%. O fato se deve à baixa quantidade de chuva na época necessária para irrigação, e logo depois a quantidade exorbitante de chuvas, que prejudicou a colheita dos alimentos. Segundo a coordenadora regional da Comissão Pastoral da Terra, Heloísa Amaral, a organização já esperava o menor número de participação. ?Esperávamos uma menor quantidade de barracas, pois muita gente ainda não tinha produção, por conta da chuva que começou no final de abril para o início de maio, não sendo o suficiente para que a colheita fosse intensa neste período do ano?, disse. Todas as barracas são de agricultores que plantaram em assentamentos e acampamentos da CPT, e ficam localizados nos litorais Norte e Sul, Zona da Mata e Sertão alagoano. A feira comercializa, além de alimentos orgânicos, mudas de plantas, como pimenta e manjericão; animais vivos, como pato, galinha, guiné, ganso, peru, ovelha, carneiro e bode. Também é possível adquirir comidas que já estão prontas e à venda, como pé de moleque, beiju, tapioca e diversos tipos de bolos. ?Gosto muito de vender nas feiras realizadas pela CPT, a gente fica na expectativa para que chegue logo a data de realização, pois sempre que a gente vem aqui, conseguimos vender toda a mercadoria que trazemos?, disse a vendedora Maria Cleide. Na feira é possível não apenas comprar farinha de mandioca fresca, como acompanhar o processo de fabricação, desde a raspagem, trituração, prensa, peneiração e forno. Para isso, uma casa de farinha foi montada na praça. Lá é preparada a farinha e a massa para o beiju. ?Eu adoro quando essa feira acontece, pois é uma opção para comprarmos produtos naturais, e para mim ainda tem outro motivo para eu gostar da feira, pois moro próximo à praça, e a feira traz alegria e movimento para a região, deixando a localidade mais segura. Recomendo, o preço está ótimo e o pessoal atende muito bem?, disse a dona de casa Edna Godoi. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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