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Barrotes deixados sob ponte�do Reginaldo amea�am cair

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Cerca de 15 famílias terão de ser retiradas de barracos construídos sob a ponte do Reginaldo. Barrotes de madeira pesando, aproximadamente, 20 quilos cada um, utilizados durante a construção da ponte, há 28 anos, e esquecidos amarrados na estrutura de concreto, a uma altura de aproximadamente 40 metros, transformaram-se numa perigosa ameaça à integridade física das pessoas que estão embaixo. Há poucos dias, um desses barrotes caiu sobre o casebre onde Maria José dos Santos Silva mora com a família, rachando as paredes da casa e destruindo todo o telhado da sala. Por pouco não atingiu dois de seus quatro filhos menores, de 8 anos, que estavam deitados no sofá. ?Essa tora de pau quase caiu na cabeça deles. Foi Deus quem protegeu. Só os pedaços das telhas machucaram levemente as crianças?, diz a dona de casa, mostrando o barrote num canto da sala. O risco de vida é iminente. Ontem pela manhã, uma comitiva formada por integrantes da Secretaria Municipal de Convício Urbano (SMCCU), Regiões Administrativas e Associação dos Moradores do Reginaldo II fez uma vistoria no local, com a participação do Corpo de Bombeiros, convidado a avaliar a melhor maneira de retirar os barrotes antes que eles causem uma tragédia. Escada ?É uma situação de emergência, mas a solução não é nada fácil?, confessa Galvaci de Assis, da SMCCU. Pela avaliação do Corpo de Bombeiros, os barrotes só podem ser tirados com a escada magirus. O problema é o acesso do carro do Corpo de Bombeiros ao local. Além de uma passagem em concreto sobre o canal do Reginaldo, para acesso do caminhão da escada magirus, pelo menos 15 barracos terão de ser demolidos, para que ele possa ocupar uma área onde o trabalho poderá ser realizado. Daí surge outro problema, que envolve a Secretaria Municipal de Habitação. Para onde vão essas pessoas que terão que deixar seus barracos? As respostas e os encaminhamentos só serão definidos numa reunião que está sendo convocada, para a próxima terça-feira, envolvendo representantes dos moradores, SMCCU, Corpo de Bombeiros, Regiões Administrativas, Defesa Civil, Secretaria da Infra-estrutura, Secretaria da Habitação e Unidade Executora Municipal. A única certeza, até o momento, é que os barrotes terão de ser retirados o mais depressa possível, para evitar uma tragédia com vítimas fatais.

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